Em sua primeira fala após ser encurralado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 do Senado, o deputado Fausto Júnior (MDB) substituiu o discurso normalmente tranquilo por um ataque direto ao deputado Dermilson Chagas (Podemos) na sessão desta quarta-feira (7) da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Fausto anunciou a retirada de sua assinatura do requerimento de abertura de CPI da Pandemia proposta por Dermilson e que havia recebido seu apoio nesta segunda-feira (5).
Segundo o emedebista, o colega havia desdenhado dos resultados da CPI da Saúde da qual ele foi relator no ano passado. Fausto Júnior acusou ainda a oposição de “agir por conveniência”.
“Tem conveniência política na oposição também. Quando você não concorda com a CPI, você não vai tripudiar o colega, você entra com um requerimento e abre outra CPI. Estou envergonhado dessa Casa ser criticada por enterrar uma CPI por vaidade”, disse o deputado.
Fausto disse ainda que o texto da CPI da Pandemia seria proselitismo político por não definir com clareza o foco das investigações e sugeriu que Dermilson “amadureça politicamente” para ir conversar com o deputado Delegado Péricles (PSL) que, na sessão anterior, propôs outra comissão, batizada de ‘CPI da Asfixia’, para apurar somente os fatos sobre a falta de oxigênio no Estado na segunda onda da Covid-19.
Em defesa do colega de sigla, Wilker Barreto (Podemos) acusou a CPI da Asfixia de ser uma “CPI governista” e disse que se a polêmica em torno de uma nova CPI na Casa era em relação às apurações referentes ao sistema penitenciário, bastava que os deputados tivessem conversado com o proponente para realizar alterações.
Texto: Giovanna Marinho
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