Membros da bancada evangélica da Câmara Municipal de Manaus (CMM) divergiram sobre a declaração do prefeito David Almeida (Avante) que, ontem (1º/8), reprovou a manutenção do apoio ao presidente Bolsonaro (PL) por pastores e líderes evangélicos mesmo após um novo que prejudica a Zona Franca de Manaus (ZFM).
O vereador Raiff Matos (DC), artista do segmento gospel, disse que o prefeito foi “infeliz” e “contraditório”. O vereador, que geralmente vota com o prefeito, lembrou que pastores de variadas congregações evangélicas ajudaram o eleger nas eleições de 2020.
“É algo contraditório porque os próprios pastores o ajudaram a estar como prefeito hoje e ele vem com esse ataque. Ele foi deputado estadual e governador, teve a oportunidade de resolver essa questão da Zona Franca, mas como outros políticos ficou só no falar”, criticou o vereador.
As críticas de Raiff contra o prefeito têm como plano de fundo a candidatura dele a deputado estadual pelo DC, que apoia Amazonino Mendes (Cidadania) ao Governo do Amazonas.
Ao RealTime1, o vereador Marcel Alexandre (Avante), pastor evangélico do Ministério Internacional da Restauração (MIR), disse que no período eleitoral “cada um fala o que quer”. Ele é pré-candidato a deputado federal pelo partido do prefeito.
Perguntado se a fala do prefeito teve impacto negativo entre pastores evangélicos, o vereador disse não saber, justificando não ser “juiz da vida de ninguém”.
Marcel ainda evitou criticar Bolsonaro por conta do decreto e se limitou a dizer que é contra movimentos que prejudicam o emprego e renda dos amazonenses.
O primeiro vice-presidente da CMM, vereador Wallace Oliveira (Pros), membro da bancada evangélica da Câmara, declarou que não teve conhecimento do teor da declaração do prefeito e que, por isso, seria difícil emitir qualquer juízo de valor.
Texto: Jefferson Ramos
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