As discussões sobre a desestatização da Eletrobras, a partir da Medida Provisório 1031/21, voltam à Câmara dos Deputados na tarde desta segunda-feira (21) e a bancada amazonense deve repetir os votos à matéria conforme a última votação na casa há um mês quando cinco deputados amazonense disseram “sim” à proposta.
O texto seguiu para a aprovação no Senado, porém, devido à grande quantidade de alterações por meio de emendas, a MP volta para as mãos da Câmara e o relator Elmar Nascimento (MDB-BA) não pretende fazer grandes alterações.
Mesmo com mais “jabutis” o deputado Bosco Saraiva (Solidariedade) deve manter o voto favorável pelo desestatização para que a empresa, segundo ele, cresça e gere lucros para o governo. Discordando do colega, Sidney Leite (PSD), apesar de defender a venda dos ativos da Eletrobrás, acredita que o excesso de emendas é prejudicial.
Já Zé Ricardo (PT) publicou nesta segunda-feira no Twitter, a opção pelo voto “não” à MP por encarecer a conta de energia. Anteriormente, o parlamentar também havia dito a reportagem que os colegas que foram favoráveis ao projeto teriam cedido aos lobbies do mercado energético.
A MP foi criticada por membros do setor elétrico devido à grande quantidade de emendas indicadas pelo Congresso, o que teria desvirtuado o caminho planejado pela redação inicial submetida pelo Governo Federal. Com isso, além de atrasar a modernização do sistema elétrico, a medida deve colaborar para o aumento da conta de luz.
Os deputados precisam analisar 28 emendas do Senado ao texto do relator, até às 23h59 de terça-feira (22) para que a proposta não perca a validade.
Da Redação
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