quarta-feira, 23 de setembro de 2026

CPI quebra sigilos de Ricardo Barros, o líder de Bolsonaro na Câmara

Deputado federal Ricardo Barros é apontado como o responsável por colocar a empresa Precisa Medicamentos na negociação para aquisição da vacina Covaxin.
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CPI

Senadores aprovaram, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, a quebra de sigilo bancário, fiscal, telemático e telefônico do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do Governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados. O requerimento foi apreciado em sessão desta terça-feira (3).

Barros é pivô das denúncias de corrupção nas compras de vacina pelo Governo Federal. Ele foi apontado pelo deputado Luís Miranda (DEM/DF) em depoimento à CPI da Covid como o parlamentar supostamente citado por Jair Bolsonaro (sem partido) como um dos envolvidos nas irregularidades que cercam o contrato de compra de doses da vacina indiana Covaxin.

Também coube a Barros a autoria da emenda que possibilitou a importação da vacina indiana Covaxin, da farmacêutica Bharat Biotech. O deputado apresentou a emenda 117/2021 à Medida Provisória nº 1.026 em fevereiro deste ano.

A MP dava “autorização para a importação e distribuição de quaisquer vacinas” e medicamentos não registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), contanto que fosses aprovados por autoridades sanitárias de outros países.

Por meio da emenda de Barros, a Central Drugs Standard Control Organization (CDSCO), da Índia, foi incluída na lista de agências habilitadas. O aval à Covaxin foi dado pela CDSCO.

Com informações do portal Metrópoles

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