quarta-feira, 23 de setembro de 2026

CMM proíbe medidores aéreos argumentando combater poluição visual

O Projeto de Lei foi aprovado em primeira discussão nesta quarta-feira com a subscrição de todos os vereadores presentes, e segue agora para a segunda discussão.
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Vereador Caio André

Foi aprovado nesta quinta-feira (23) o Projeto de Lei nº 375/2022, de autoria do presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Caio André (PSC), que proíbe a instalação de medidores aéreos de energia.

O projeto usou como argumento a necessidade de combater a poluição visual na cidade, o que mantém a constitucionalidade por atacar o Código de Posturas do Plano Diretor de Manaus, competência do município, segundo a CMM.

A matéria recebeu parecer favorável de duas comissões da Casa Municipal, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e a de Finanças, Economia e Orçamento (CFEO).

Seguindo os trâmites do Regimento Interno, o Projeto de Lei foi aprovado em primeira discussão nesta quarta-feira (22/03), com a subscrição de todos os vereadores presentes, e segue agora para a segunda discussão dos parlamentares.

O presidente da CMM, vereador Caio André, explica que o projeto está dentro da constitucionalidade.

“Nós não estamos legislando sobre energia elétrica, não tratamos sobre energia elétrica, nós estamos atacando nosso Plano Diretor, fazendo uma emenda a ele, que determina como os postes devem ser fixados na cidade de Manaus, tratando das fiações como um todo e da poluição visual que elas acabam trazendo para a cidade de Manaus”, defendeu o parlamentar.

Caio André destaca, ainda, que a matéria é legítima, pois teve a participação da Defensoria Pública do Estado Amazonas (DPE-AM), a qual tem recebido um grande número de denúncias por parte da população, que está criticando o novo sistema implementado pela Amazonas Energia.

“Isso fez com que nós construíssemos um Projeto de Lei que não versasse sobre energia elétrica, que justamente é uma questão que foge da competência legislativa municipal e estadual. Nós versamos sobre aquilo que é competência do município, que é o Código de Posturas, o Plano Diretor da nossa cidade, é o que estamos atacando”, complementou Caio André.

O procurador geral da Casa Municipal, Roberto Nakajima, também defende a constitucionalidade do projeto.

“Por se tratar de uma questão de interesse local, os medidores causam flagrante poluição visual, causando danos estéticos e paisagísticos da cidade de Manaus e a Constituição Federal prevê que a Câmara Municipal de Manaus pode legislar sobre questões de interesse local”, enfatizou o procurador.

Da Redação

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