quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Campanha suja na TV e avalanche de fake news aumentam rejeição a Lula

Maior preocupação da campanha Lula-Alckmin é a redução da diferença no índice de rejeição do ex-presidente para Bolsonaro apontada em pesquisa recente.
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Pesquisas para consumo interno da campanha de Luís Inácio Lula da Silva (PT) revelaram o que outros levantamentos já apontavam: o aumento da rejeição ao ex-presidente.  O núcleo duro petista atribui estes resultados a uma avalanche de fake news contra o petista. 

Segundo o Ipec, o índice de eleitores que afirmam não votariam em Lula de jeito nenhum está crescendo desde 19 de setembro, quando o percentual era de 33%. Uma semana depois, passou para 35% e na véspera do primeiro turno, em 1º de outubro, chegou a 38%.

Já no segundo turno, a rejeição do ex-presidente passou de 40% para 42%.

Os levantamentos revelam que, desde o dia da eleição, houve um aumento significativo de mentiras contra Lula circulando em redes abertas e fechadas, como o WhatsApp. 

A assessoria jurídica da campanha Lula/Alkmin já entrou com dezenas de ações na Justiça e ganhou muitas delas, mas a impressão internamente é “de estar enxugando gelo”.

Já a queda da rejeição a Bolsonaro é atribuída a outra variável que está fora do alcance da campanha: a caneta. 

Petistas avaliam que os pacotes de bondades anunciados às vésperas da eleição, que escancaram o uso da máquina para reverter ajudaram a reduzir a rejeição ao presidente.

Inquérito das fake news

Algumas das fake news, no entanto, não circulam somente no submundo da web, e são disseminadas à luz dia, por autoridades aliadas de Bolsonaro. 

A mais recente tem como porta-voz a senadora eleita, ex-ministra Damares Damares Alves (Republicanos- DF), que afirmou, sem apresentar provas, que menores na Ilha de Marajó (PA) seriam traficadas e teriam seus dentes “arrancados para não morder no sexo oral”. 

O Grupo Prerrogativas, composto por advogados e juristas já pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) tome providências acerca da fala de Damares no inquérito das Fake News e pediu abertura de procedimento a fim de apurar possível crime de prevaricação por parte da ex-ministra. 

“Se as estarrecedoras declarações forem verdadeiras, tanto a então ministra Damares Alves, quanto o presidente Jair Bolsonaro, devem explicar as providências tomadas para apuração de tamanhas atrocidades”, afirma o coletivo em nota.

Da Redação

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