quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Câmara discute denúncia de islamização de indígenas do AM

O debate ocorrerá na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e envolve caso em São Gabriel da Cachoeira.
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Reportagem mostrou a ação da Asham (Vinícius Schmidt/Metrópoles/reprodução)

A Câmara dos Deputados debate nesta quarta-feira (10) a denúncia de que jovens indígenas da Amazônia estão sendo levados para a Turquia por um grupo islâmico.

O debate da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, solicitado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), será realizado às 9 horas, no horário de Brasília.

A solicitação tem como base uma reportagem publicada no site Metrópoles que informa sobre o processo de islamização a que estariam submetidas crianças e adolescentes indígenas em comunidades de São Gabriel da Cachoeira, no interior do Amazonas.

Conforme a reportagem, além da islamização, algumas crianças e adolescentes indígenas, desde 2019, emigraram para a Turquia durante o período de atuação de um grupo islâmico na região amazônica.

O grupo islâmico que comandaria a doutrinação se chama Associação Solidária Humanitária do Amazonas (Asham). Sua atuação na região amazônica, segundo a reportagem, visaria atrair crianças e adolescentes, do sexo masculino apenas, para aprenderem o idioma turco e árabe, receberem ensinamentos sobre o Alcorão e seguirem uma rotina religiosa (incluindo o respeito às orações diárias e o jejum do Ramadã). Em seguida, haveria o processo de emigração para a Turquia, mais precisamente para as cidades de Kutahya e Tarsus.

“Entre as questões importantes de serem debatidas estão: como o grupo Asham entrou no País? O que já foi apurado pelos órgãos públicos em São Gabriel da Cachoeira?  Quais ações foram tomadas pelo Ministério dos Povos Indígenas e Funai e pelo Ministério das Relações Exteriores?  Há alguma informação sobre os brasileiros que estão na Turquia?”, questiona o parlamentar.

Foram convidados representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Polícia Federal, do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério dos Povos Indígenas, além do repórter que escreveu a reportagem, Thalys Alcântara.

Com informações da Agência Câmara

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