Um dia após o Ministério da Saúde enviar um ofício pedindo socorro à embaixada da China para adquirir 30 milhões de doses da vacina desenvolvida pela farmacêutica Sinovac, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de última hora, convocou uma coletiva para a tarde desta quarta-feira (10), onde anunciou um Projeto de Lei (PL) autorizando a compra de vacinas da Pfzier/BioNTech e da Janssen.
De acordo com o anúncio do presidente, por meio do PL 534/2021, vai haver maior facilidade para a compra de vacinas pela União, pelos governos estaduais e municipais e pela iniciativa privada.
Além disso, a MP vai permitir a compra de vacinas antes de aval da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e dá sete dias úteis para a agência decidir sobre a aprovação temporária de vacinas.
No pedido de socorro, enviado ontem (9) pelo Ministério da Saúde, o Governo Federal havia reconhecido o risco de interrupção da campanha de vacinação diante da escassez da oferta internacional. O documento foi oficializado porque o país, por várias vezes, foi hostilizado por Bolsonaro, pelos filhos dele e outros integrantes do governo.
“A campanha nacional de imunização, contudo, corre risco de ser interrompida por falta de doses, dada a escassez da oferta internacional. Por conta disso, o Ministério da Saúde vem buscando estabelecer contato com novos fornecedores, em especial a Sinopharm, cuja vacina é de comprovada eficácia contra a Covid-19”, dizia o ofício.
Texto: Rosianne Couto