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sábado, 22 de janeiro de 2022

Aliado de Menezes e Bolsonaro usa redes sociais para incitar ódio

O colunista eletrônico Fred Melo é uma das figuras bolsonaristas de Manaus que adotam estratégias negacionistas contra a ciência e contra as pesquisas eleitorais.

15 de setembro de 2021

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Para Fred, a vaga no Senado é dada como certa para Coronel Menezes (Foto: Reprodução)

O resultado da pesquisa divulgada na terça-feira (14), pela Perspectiva Mercado e Opinião para o Senado, apontando o senador Omar Aziz (PSD) em primeiro lugar para na disputa pela única vaga para o Senado, seguido de Arthur Neto (PSDB) e Coronel Menezes (Patriota) está dando o que falar. E já até virou motivo de aposta.

Como todo ‘bom’ bolsonarista, que desqualifica a imprensa e a ciência, o colunista eletrônico Fred Melo contesta resultados de pesquisas em que o presidente ou seus seguidores não aparecem em primeiro lugar nas intenções de voto.

Bolsonarista de carteirinha, ele chegou a desafiar nas redes sociais o proprietário da empresa de pesquisa com uma aposta, afirmando que pagaria R$ 200 mil caso o senador Omar obtenha sucesso na sua reeleição.

No entanto, o pesquisador afirmou que em nenhum momento disse quem ganharia a eleição. Pesquisas revelam apenas a realidade de um momento.

Esta vem sendo uma estratégias negacionistas contra a ciência e as pesquisas eleitorais. Este fenômeno tem ocorrido em todo o país: se Bolsonaro e seus aliados e seus aliados não estiverem estiver em primeiro lugar, a pesquisa está errada.

Consultado pelo RealTme1, em um tom mais duro à Fred Melo, o CEO da Perspectiva, aconselhou que, ao invés de ficar criando factóide com apostas, Fred deveria pagar as dívidas que teria na praça, e que superam R$ 1 milhão de reais.

“Melhor ele pagar seus credores, pois empresas e trabalhadores devem estar precisando. Basta uma consulta ao Serasa”, disse Duarte.

O problema para Fred, no entanto está em ver o nome do seu candidato preferido ao posto – Coronel Alfredo Menezes (Patriota) – na terceira colocação, com 14,4% do votos, atrás de Arthur e Omar.

Aliado de Menezes e Bolsonaro

Basta um filtro no perfil de Fred, no Facebook, para ter a certeza de que suas publicações servem para incitar o ódio e propagar inverdades sobre o cenário político.

Há publicações que o colunista eletrônico chega a zombar do trabalho de investigação da CPI da Pandemia no Senado e, como seu líder maior, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ironiza as medidas preventivas e sanitárias contra a Covid-19.

Fontes do RT1 dizem que Fred tem se utilizado de um imóvel no conjunto Morada do Sol, no Aleixo, como “QG” de produção e distribuição de fakesnews pró-Bolsonaro, contra os considerados inimigos e/ou desafetos do presidente.

Confira algumas publicações do eleitor de Menezes:

Antropóloga explica perfis bolsonaristas

A antropóloga Rosana Pinheiro Machado diz que há alguns perfis bolsonaristas existentes e que eles operam com tipo de ideais que os ajudam a refletir e agir.

Segundo a antropóloga, há os perfis de “ricos, que tiveram capital educacional para saber o que está em jogo” e que conscientemente, segundo ela são as pessoas que optam pelo projeto autoritário contra a ‘corrupção’, mas na verdade veem em Bolsonaro e no antipetismo uma oportunidade para legitimar antigos preconceitos contra a ‘gentalha’.

Também há o bolsonarista “pobre”, com baixíssimo capital educacional e que possuem um antipetismo brando e que, segundo Rosana, votam em Bolsonaro por adesão por causa da igreja, por influência familiar, desespero ou esperança.

Fred precariado

Entre os ricos e os pobres, está todo o restante da população brasileira, ao que Rosana denomina como “precariados”. Para a antropóloga, talvez, seja aqui que Fred se encaixe, visto que no explicar da antropóloga, é neste perfil que vemos os bolsonaristas, “o fanático, o agressor tomado pela fúria prestes a se vingar e a matar um esquerdista, uma pessoa negra, LGBT, uma feminista – os culpados pela deterioração do mundo”.

“E é este perfil quem nos aterroriza. Ele é o personagem de uma realidade distópica. Vivemos tempos em que está se autorizando a pensar, dizer e fazer o que outrora era impensável. Uma vez que a ordem, no sentido sociológico, está ausente, os indivíduos caçam por si próprios o inimigo. E o pior: sabem que nada vai acontecer a eles. Algumas pessoas sabem que estão autorizadas a violentar”, salienta a antropóloga.

Da Redação

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