O aumento de R$ 200 para R$ 400 da parcela do auxílio estadual foi novamente defendido pelo deputado estadual Serafim Corrêa (PSB), nesta quarta-feira (3).
Só que, desta vez, o parlamentar comprovou em números que a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) têm dinheiro em caixa para bancar o aumento.
De acordo com Serafim, que é economista de formação, até 31 de dezembro de 2020, a Casa Legislativa tinha em caixa o valor de R$ 42 milhões e o TCE-AM, a quantia de R$ 96,3 milhões.
Desse valor, R$ 40 milhões podem ser repassados pela Corte e R$ 20 milhões pela Aleam, conforme levantamento do parlamentar, apresentado na tribuna virtual da Casa Parlamentar.
Já em andamento
O governo do estado começou a pagar, na segunda-feira, o benefício de R$ 200 por três meses a 100 mil famílias em extrema pobreza.
Serafim apresentou proposta, na última quinta-feira (26), solicitando ao Executivo a ampliação do auxílio e indicando como fonte para custeio o montante de R$ 60 milhões do saldo em caixa da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM).
‘Muito pouco’
“Todos entendem que R$ 200 é muito pouco. O estado tem, no âmbito do Poder Legislativo, recursos que podem minorar o sofrimento do povo. O que é melhor? Manter o dinheiro entesourado e guardado ou suprir de recursos o executivo para que o cartão social seja reforçado em mais R$ 200? Não creio que alguém defenda que o dinheiro fique entesourado”, declarou.
Segundo Corrêa, mesmo com a transferência, a Aleam e a Corte de Contas ainda terão sobras em caixa de R$ 22 milhões e R$ 56,3 milhões, respectivamente.
Da redação
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