O vice-presidente da Câmara dos Deputados e do Congresso Nacional, deputado federal Marcelo Ramos (PL), criticou, nesta sexta-feira (13), a postura de bolsonaristas em retaliação ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a prisão do presidente do PTB, Roberto Jefferson. Diferente dele, o também deputado federal Capitão Alberto Neto (Republicanos) saiu em defesa de Roberto e classificou os atos do Supremo como “ditadura da toga”.
‘Ditadura da toga’
Após a prisão de Roberto, imediatamente o deputado federal Alberto Neto usou as redes sociais para postar um vídeo, em que criticava duramente o STF por, segundo ele, agir para desestabilizar e destruir o governo Bolsonaro. O bolsonarista acredita que, após o Supremo tirar Lula da cadeia, não deveria ser tão rigoroso com quem cria e propaga fakes news.
“Este STF é o mesmo que colocou nas ruas o maior criminoso da história do País. Olha as contradições que o STF vive: acabou com a prisão em segunda instância, mas está sendo rigoroso em prender políticos – aliados ao presidente Bolsonaro – por fake news. É um absurdo”, desabafou o parlamentar por meio de vídeo.
Alberto Neto disse, ainda, que o país está vivendo uma ditadura. “Estamos vivendo uma ditadura da toga. Quem dera o nosso Judiciário fosse tão rigoroso com assassinos e estupradores como está sendo com deputados aliados ao presidente Bolsonaro”, escreveu o parlamentar.
‘Chega de mimimi’
Já o deputado federal Marcelo Ramos, oposição ao governo Bolsonaro, pediu para que se “parem de mimimi” sobre a prisão do presidente do PTB. Para Ramos, “ninguém é preso por ser conservador ou pro criticar os ministros do STF”.
“São milhares de críticas aqui. É preso quem ameaça os ministros com armas e instiga as pessoas à violência contra os Poderes. A hora é de pensar no país e baixar a temperatura”, analisa o político.
Prisão de Roberto Jefferson
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a prisão preventiva do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) por participação em ataques de milícia digital. O ex-parlamentar também se tornou alvo de um mandado de busca e apreensão que é cumprido pela Polícia Federal, na manhã desta sexta (13), mas ele ainda não foi localizado.
Aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Jefferson passou a divulgar nas redes sociais vídeos e postagens ataques a ministros do Supremo. No YouTube, o ex-deputado aparece empunhando armas e ameaçando os ministros, assim como pregando o fechamento do Supremo.
Texto: Isac Sharlon
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