quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Polícia Federal investiga tráfico internacional de órgãos humanos

Há indícios de que foi postada uma encomenda contendo uma mão e três placentas de origem humanas, de Manaus com destino à Cingapura.
COMPARTILHE

A Operação Plastina, que investiga fatos relacionados a possível prática do crime de tráfico internacional de órgãos humanos, foi deflagrada em Manaus, nesta terça-feira (22), pela Polícia Federal (PF). A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) foi um dos alvos dos mandados de busca e apreensão.

A ação da Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Amazonas (JAM). Um dos endereços em que a PF esteve foi na residência do investigado, um professor de Anatomia concursado e lotado na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA/UEA).

Em nota, a UEA informou que recebeu o ofício da Justiça Federal decretando o afastamento cautelar por trinta dias.

Outro endereço visitado pelos policiais federais foi o Laboratório de Anatomia. No local, segundo a assessoria da UEA, foi realizada busca e apreensão pela PF de um computador e peças anatômicas tratadas por meio de plastinação, utilizadas como prática de ensino da disciplina, no laboratório de Anatomia.

Segundo as investigações, o professor da UEA teria enviado órgãos humanos plastinados para Cingapura.

A Plastinação é o procedimento técnico e moderno da preservação de matéria biológica, que consiste basicamente em extrair os líquidos corporais (água e soluções fixadoras) e os lipídios, através de métodos químicos, substituindo-os por resinas plásticas como silicone, poliéster e epóxi, resultando em tecidos secos, inodoros e duráveis. O Laboratório de Anatomia da (ESA/UEA) realiza a técnica de plastinação desde 2017.

Conforme a PF, há indícios de que foi postada uma encomenda contendo uma mão e três placentas de origem humanas, de Manaus com destino à Cingapura, cujo destinatário é um famoso designer indonésio que vende acessórios e peças de roupas utilizando materiais de natureza humana.

Se condenado, o professor poderá responder, na medida de sua responsabilidade, pelo crime de tráfico internacional de órgãos humanos, com pena de até oito anos de reclusão. O nome da operação é uma alusão ao procedimento utilizado pelo investigado para conservar os órgãos traficados.

Da Redação

Leia mais:

COMPARTILHE