
A aplicação da dose adequada de ozônio (O3) é uma alternativa eficaz para a conservação de bananas no pós-colheita, que reduz a contaminação provocada por microrganismos e pode aumentar o potencial antioxidante dos frutos, produzindo agentes de defesa contra os radicais livres.
O indicativo foi constatado por um estudo desenvolvido na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).
A pesquisa, conduzida pela doutora em Fisiologia Vegetal e professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Aline Ellen Duarte de Sousa, apontou que essa técnica pode prolongar a vida útil das bananas, além de enriquecer sua composição nutricional.
A coordenadora do estudo ressaltou que a plantação de banana é uma das principais atividades agrícolas no Amazonas, porém, uma grande parte da colheita é perdida devido ao manuseio inadequado após a colheita e a ferimentos associados ao amadurecimento, favorecendo o desenvolvimento de doenças pós-colheita, como a antracnose.
Testes com ozônio na banana
Durante os testes realizados, foi observado que a aplicação de uma concentração de 1,5 mg/L de ozônio na forma gasosa reduziu significativamente a antracnose, comparável ao efeito de um fungicida comercial.
O ozônio aumentou o tempo de prateleira das bananas de 7 para 14 dias em temperatura ambiente, dois dias a mais do que o fungicida comercial.
Aline Ellen enfatizou que o ozônio é uma alternativa ecologicamente segura para substituir os agrotóxicos no pós-colheita de frutas, contribuindo para o controle de doenças transmitidas por alimentos e para a inovação tecnológica no processo produtivo de bananas no Amazonas.
Apesar do possível aumento inicial de custos para adquirir o ozonizador, os benefícios trazidos para a saúde dos consumidores e a confiança no produto devem superar esse desafio.
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