Os estudantes do ensino médio do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) realizaram iniciativas inovadoras ao construírem um jardim sensorial por meio de oficinas. O projeto, intitulado “Uso de jardim sensorial na educação em saúde”, contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).
O jardim sensorial, localizado no Ifam, possui 16 canteiros e uma grande diversidade de espécies vegetais cuidadosamente selecionadas para estimular os sentidos humanos, como o tato, o olfato, o paladar e a visão.
A pesquisa, desenvolvida no âmbito do Programa Amazônidas – “Mulheres e Meninas na Ciência”, elaborou roteiros para sete oficinas, que foram organizadas em formato de e-book, com o objetivo de orientar professores interessados em ensinar sobre botânica, microbiologia, ecologia e desenvolvimento sustentável de forma transversal.
A coordenadora do estudo, bióloga e doutora em odontologia, Juliana Mesquita Vidal Martinez de Lucena, afirmou que as atividades propostas nas oficinas estimularam a criatividade e o uso de ferramentas promovendo a inclusão digital e favorecendo a aplicação em outros contextos, dos conhecimentos e habilidades adquiridos pelos participantes durante o projeto.
“Os relatos dos participantes incluíram a sensação de bem-estar e melhoria da autoestima gerada pelo projeto, num momento tão difícil como foi o retorno às atividades presenciais na escola”, disse Juliana Lucena.
Para a comunidade interna do Ifam, o jardim sensorial se tornou um laboratório vivo, onde professores e alunos podem buscar recursos naturais para aulas e projetos de pesquisa, além de utilizarem os conhecimentos em práticas experimentais nas ciências naturais, artes e comunicação.
A comunidade em geral, o jardim funciona como um local de visita guiada, desempenhando seu papel como espaço não formal de ensino e recurso pedagógico para a educação ambiental, saúde e qualidade de vida.
A iniciativa foi realizada em quatro etapas. A primeira etapa envolveu a seleção de temas e a elaboração dos roteiros das oficinas. Em seguida, as oficinas foram aplicadas aos alunos do ensino médio, por meio de convites divulgados nos murais e no perfil do Instagram (@nossojardimsensorial).
As etapas finais consistiram na análise dos resultados e na revisão de todos os materiais produzidos, incluindo recursos didáticos, roteiros e rubricas para a organização de um e-book que está em processo de revisão para publicação.
O projeto contou com a participação de 22 alunos do 1º ano dos cursos de Química, Edificações e Informática do Ifam, a maioria dos quais permaneceu engajada e participou das sete oficinas realizadas entre abril e novembro de 2022, sempre às sextas-feiras.
“As oficinas foram intercaladas com ações de plantio, organização dos canteiros, produção de mudas para participação em eventos e divulgação do projeto, dentre outras atividades, de forma que o intervalo entre um tema e outro foi em torno de 2 a 3 semanas”, explicou Juliana Lucena.
Leia Mais: