A Confederação Brasileira de Paraquedismo (CBPq) determinou a suspensão temporária das atividades relacionadas à modalidade em Manaus. A decisão foi divulgada na última sexta-feira (22) e deve durar o período de 30 dias até que as investigações da ocorrência envolvendo um grupo de paraquedistas atingidos por forte ventania na capital amazonense avancem.
O efeito suspensivo ocorre por causa da quantidade de depoimentos a serem colhidos para elaboração do Relatório de Investigação de Acidente (Relia) referente à ocorrência do último dia 15 de abril, que resultou na morte de uma mulher e o desaparecimento de um homem após saltarem de paraquedas serem atingidos por um temporal.
Conforme a CBPq, a decisão leva em consideração respeito aos atletas e escolas filiadas à confederação.
O presidente da entidade, Uellinton Mendes de Jesus, ressalta que a tanto a CBPq e a Federação Amazonense de Paraquedismo não medirão esforços para buscar uma prática de paraquedismo cada vez mais seguro para seus filiados.
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Paraquedistas são arrastados pelo vento, em Manaus
Uma forte ventania alterou a rota de pouso de um grupo de paraquedistas no dia 15 de abril deste ano, em Manaus. O salto de uma aeronave, que decolou no Aeroclube do Amazonas, no bairro Flores, zona Centro-Sul; reuniu 14 paraquedistas.
Quatro deles foram levados por uma forte ventania e tiveram a rota de pouso alterada. Um foi resgatado com vida no rio Negro, enquanto outro caiu sobre a fiação elétrica no bairro Compensa, zona Oeste, e foi socorrido com vida.
O corpo paraquedista Ana Carolina, de 27 anos, foi encontrado na manhã do dia seguinte, em uma região de praia localizada no Cacau Pirêra, em Iranduba.
Uma semana após o acidente, o advogado Luiz Henrique, que estava no grupo de paraquedistas, segue desaparecido. A família oferece a recompensa de R$ 20 mil para quem encontrar ou saber do paradeiro dele.
Texto: Isac Sharlon
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