A oposição ao prefeito de Manacapuru, Beto D’Ângelo (MDB), vive um dilema a pouco mais de um ano das eleições que vão definir o novo prefeito do município, uma vez que o atual não poderá concorrer à reeleição.
Articulado com 15 dos 17 vereadores da Câmara Municipal de Manacapuru, Beto D’Ângelo comanda o processo sucessório escolhendo o tempo e o nome de quem vai apoiar enquanto a oposição tenta uma união de vários partidos e lideranças, que há tempos não acontece, para buscar o apoio do governador Wilson Lima (União Brasil).
Um dos dois vereadores da oposição, Wanderley Barroso (Podemos), afirma que o quadro sucessório em Manacapuru está aberto com Beto D’Ângelo fora do páreo e que o governador Wilson Lima terá papel fundamental na definição do candidato vencedor.
“Wilson terá papel fundamental, venceu em 2018, mesmo a prefeitura sendo contra. Venceu nos dois turnos em 2022, mesmo com a prefeitura sendo contra. As ações dele foram em benefício de Manacapuru foram muitas, como a duplicação da rodovia Manoel Urbano. Não tenho dúvidas de que a figura dele, as ações dele e o arco de alianças dele aqui em Manacapuru serão fundamentais”, avaliou o vereador.
Nessa avaliação Wanderley Barroso faz referência ao fato do prefeito Beto D’Ângelo não ter apoiado Wilson Lima nas duas eleições, mas mesmo assim o eleitorado optou pelo governador, que será a peça mais importante no xadrez da sucessão em Manacapuru.
Barroso revela que apoiou Wilson Lima nas duas eleições, que eram inclusive do mesmo partido, o PSC (que se fundiu com o Podemos neste ano), mas descarta a possibilidade de ser candidato a prefeito. “Vou em busca da reeleição apenas”, disse.
Mas com a experiência de quem está na vida pública há 20 anos, ele diz que faz oposição responsável, que aponta caminhos e sabe aplaudir quando há avanços;
“Não coloco tudo na conta da atual gestão, mas ela poderia ser mais determinada a resolver (certas) coisas, como a questão do concurso público que há vinte anos não é realizado em Manacapuru. A questão do aterro sanitário, que não temos dentro dos padrões da legislação, e uma aproximação maior com a Suframa”, afirmou.
Ele cita como questões que a próxima gestão terá de resolver e investir mais pesado a questão da mobilidade urbana e da ampliação do sistema de saúde para a Zona Rural.
“Além do imenso potencial do turismo rural, pois somos grandes produtores de hortifrutigranjeitos, e não podemos ficar só com o Festival das Cirandas. É preciso outras festas, outras datas, basta organizar melhor”, resumiu o vereador.
Confira e entrevista do vereador Wanderley Barroso na íntegra: