Embora estejamos passando por transformações profundas no modus operandi da construção civil, especialmente por conta da volatilidade de mercado e das novas exigências do consumidor, ainda é comum que se considere realizar investimentos em etapas que vão até a entrega do imóvel. Mas ignorar o que acontece depois disso é deixar de colher os frutos da transformação digital que o setor tanto busca.
O Building Information Modeling (BIM), que permite o trabalho colaborativo baseado em modelos tridimensionais inteligentes, permite a criação, gerenciamento e compartilhamento de informações sobre um projeto de construção, também se aplica no pós-obra.
Ao centralizar dados técnicos, informações de fornecedores e registros de manutenção desde o início do projeto, o BIM permite a criação de manuais digitais inteligentes, que trarão frutos após o cliente receber seu imóvel.
Ele poderá acessar informações exclusivas do imóvel em um manual interativo, através do seu celular, e ter informações precisas e visuais de estruturas hidráulicas e elétricas, por exemplo. Esses manuais substituem a papelada convencional e facilitam o uso correto dos equipamentos e sistemas instalados, melhorando a comunicação entre construtora, síndico e condôminos.
Para além dessa tecnologia, outras soluções também ganham peso para uma gestão eficiente além da entrega das chaves. Afinal, após o cliente receber sua unidade, existe uma série de ações que a construtora deve realizar, desde gestão das garantias até manutenções e orientações para manutenções preventivas.
Outro exemplo de tecnologia para essa etapa são os gêmeos digitais — representações virtuais dinâmicas dos edifícios, alimentadas por sensores em tempo real, que combinam dados de várias fontes para criar uma réplica digital para facilitar a tomada de decisão.
Com eles, a gestão condominial ganha ferramentas poderosas para monitorar o desempenho do imóvel, prever falhas e programar intervenções antes que os problemas apareçam.
E esse é o ponto de virada: quando assistências técnicas deixam de ser emergenciais para se tornarem planejadas. Imagine que, ao abrir um chamado, a equipe de manutenção já visualize o modelo 3D do local, com acesso aos dados de instalação e histórico de uso. O diagnóstico se torna mais preciso, o reparo mais ágil e o custo, muito menor.
E não para por aí. Ao incorporar inteligência artificial, entramos no terreno da manutenção preditiva. A leitura contínua dos dados permite identificar padrões e antecipar falhas com alto grau de acerto — como no caso de um motor que apresenta leve vibração fora do padrão e é inspecionado antes que o elevador pare.
Essas e outras inovações vão muito além de serem tendências e já podem ser aplicadas, em diferentes graus e áreas nas construtoras. Integradas e utilizadas de maneira direcionada à construção, garantem eficiência, controle, economia e valorização do imóvel no longo prazo. O que antes era um desafio recorrente no relacionamento pós-obra agora se transforma em diferencial competitivo e legado de qualidade para toda a cadeia da construção.
O futuro do setor não está apenas em construir bem, mas em manter bem e na relação contínua com o consumidor. E fazer isso com assertividade é fazer com dados, tecnologia e inteligência.
Sobre a FastBuilt
Fundada em 2018, a FastBuilt é uma construtech que atua para transformar a construção civil através de tecnologia e inovação. Desenvolve uma plataforma que proporciona a gestão do pós-obra de forma ágil e intuitiva, proporcionando redução de custos, integração de processos, melhor gestão de equipes e processos, e comunicação ágil com o cliente.
A plataforma da da empresa reduz a perda de informações e integra etapas antes, durante e depois da construção, e especialmente nas fases após a entrega do imóvel na relação com o consumidor. Suas funcionalidades trazem economia de tempo, insights de melhorias, otimização de atendimentos e de recursos, além de centralizar boas práticas de prevenção, dados de manutenção e de garantias.
Mais informações em: www.fastbuilt.com.br
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