Um dos ícones da arquitetura de Severiano Mário Porto, o prédio sede do Banco da Amazônia (Basa), na avenida 7 de Setembro, Centro, abandonado há cinco anos, será restaurado para abrigar a sede da Manauscult e o Centro Cultural Basa em Manaus.
O contrato de transferência de propriedade do prédio histórico foi assinada, na manha desta terça-feira (28), pelo vice-prefeito, Marcos Rota, e o superintendente Regional do Basa, Esmar Dutra.
Com isso, o imóvel foi incorporado ao patrimônio da prefeitura e será restaurado conforme os originais de Severiano Mário Porto.

A sede do Basa foi construída nos anos 1970, auge da produção de Severiano no Amazonas e quando a cidade recebeu obras como o prédio sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), o estádio Vivaldo Lima, o restaurante Palhoça e o campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

A sede do Basa tem todos os elementos que marcaram a produção do arquiteto mineiro, mas que fez do uso de recursos locais para criar uma obra que em 2021 lhe rendeu, pos-mortem, o prêmio Global de Arquitetura Sustentável de 2021.
A premiação é concedida pela Cité de l’Architecture et du Patrimoine, órgão francês que se dedica, entre outras coisas, a organizar eventos voltados ao patrimônio e educação arquitetônica.
O uso intensivo de madeira regional nas estruturas, treliças, combugóis e estruturas que facilitam a ventilação natural são marcas do prédio sede do Basa, cuja arquitetura marcante chama atenção de quem passa pela Sete de Setembro pelos enormes troncos de madeira expostos na estrutura.

característicos de Severiano Mário Porto

De acordo com Marcos Rotta, a prefeitura irá recuperar a antiga sede do banco da Amazônia para que a arquitetura original do imóvel “seja resgatada, protegida e preservada para a população, se tornando um centro cultural e também sede da Manauscult”.

feito com madeira e telhado
de palha, em Manaus