quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Impeachment: Quem da base do governo vai trair Wilson Lima?

Comissão Especial formada para analisar a admissibilidade do impedimento mostra uma superioridade numérica da base do governo na Aleam.
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O processo de impeachment do governador Wilson Lima e do vice Carlos Almeida pode morrer ainda no nascedouro e não seguir adiante.

Isso se os deputados estaduais que se dizem governistas não traírem o governador.

A conta é simples:  a Comissão Especial formada para analisar a admissibilidade do impedimento mostra uma superioridade numérica da base do governo na Casa Legislativa e está formada  – pelo menos teoricamente – por dez deputados aliados à Wilson e apenas sete supostamente de oposição.

Dentre os aliados encontram-se Therezinha Ruiz (PSDB), Alessandra Campêlo (MDB), Dr. Gomes (PSC), Saullo Vianna (PTB), Belarmino Lins, Já João Luiz (Republicanos) (Progressistas), Cabo Maciel (PL), Joana Darc (PL), Roberto Cidade (PV) e Carlinhos Bessa (PV).

Entre os demais, apenas quatro são declaradamente oposição ao governo: Wilker Barreto (Podemos), Dermilson Chagas (Podemos), Delegado Péricles (PSL)e Fausto Júnior (PRTB).

Sinésio Campos (PT) e Adjuto Afonso (PDT) entram na conta dos indecisos.

Se não for se confirmar a possibilidade de alguns deputados trocarem de lado, ou seja, pularem do barco governista, o processo de impeachment não passará de um rebento natimorto.

Comeram abiu

O silêncio de parte dos parlamentares da base aliada nos últimos dias pode indicar que esse movimento de troca de lados na atual legislatura é uma possibilidade plausível. E aí voltamos à questão inicial: quais nomes levarão a pecha de traidores do governador?

Durante a semana, por exemplo, rumores davam conta de que o deputado Álvaro Campelo (Progressistas) estaria prestes a renunciar a vice-liderança do governo na Aleam.

Próximos passos

Ficou definida para esta sexta-feira (10/07) a eleição de presidente e relator da Comissão Especial. Governador e vice têm o prazo de dez dias para enviar defesa prévia.

Um parecer prévio do presidente e relator da Comissão deverá ser lido no expediente da Aleam, em um prazo de 10 dias e seu teor deverá ser publicado no Portal da Transparência, junto com as referidas denúncias.

Em seguida, a admissão do processo de impeachment deve ser votada no plenário da Casa Parlamentar.

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