O processo de impeachment do governador Wilson Lima e do vice Carlos Almeida pode morrer ainda no nascedouro e não seguir adiante.
Isso se os deputados estaduais que se dizem governistas não traírem o governador.
A conta é simples: a Comissão Especial formada para analisar a admissibilidade do impedimento mostra uma superioridade numérica da base do governo na Casa Legislativa e está formada – pelo menos teoricamente – por dez deputados aliados à Wilson e apenas sete supostamente de oposição.
Dentre os aliados encontram-se Therezinha Ruiz (PSDB), Alessandra Campêlo (MDB), Dr. Gomes (PSC), Saullo Vianna (PTB), Belarmino Lins, Já João Luiz (Republicanos) (Progressistas), Cabo Maciel (PL), Joana Darc (PL), Roberto Cidade (PV) e Carlinhos Bessa (PV).
Entre os demais, apenas quatro são declaradamente oposição ao governo: Wilker Barreto (Podemos), Dermilson Chagas (Podemos), Delegado Péricles (PSL)e Fausto Júnior (PRTB).
Sinésio Campos (PT) e Adjuto Afonso (PDT) entram na conta dos indecisos.
Se não for se confirmar a possibilidade de alguns deputados trocarem de lado, ou seja, pularem do barco governista, o processo de impeachment não passará de um rebento natimorto.
Comeram abiu
O silêncio de parte dos parlamentares da base aliada nos últimos dias pode indicar que esse movimento de troca de lados na atual legislatura é uma possibilidade plausível. E aí voltamos à questão inicial: quais nomes levarão a pecha de traidores do governador?
Durante a semana, por exemplo, rumores davam conta de que o deputado Álvaro Campelo (Progressistas) estaria prestes a renunciar a vice-liderança do governo na Aleam.
Próximos passos
Ficou definida para esta sexta-feira (10/07) a eleição de presidente e relator da Comissão Especial. Governador e vice têm o prazo de dez dias para enviar defesa prévia.
Um parecer prévio do presidente e relator da Comissão deverá ser lido no expediente da Aleam, em um prazo de 10 dias e seu teor deverá ser publicado no Portal da Transparência, junto com as referidas denúncias.
Em seguida, a admissão do processo de impeachment deve ser votada no plenário da Casa Parlamentar.