A indicação da OMS é que as máscaras sejam feitas com três camadas de tecido, e, situações nas quais é difícil manter o distanciamento físico, como no trabalho, na escola ou nos transportes públicos.
As máscaras de tecido, para uso generalizado pela população, devem ter três camadas de material para funcionarem como barreira e impedirem que gotículas contaminadas infectem as pessoas.
Os tecidos indicados para compor essas três camadas são o poliéster (indicado para compor a parte externa da máscara, que está exposta ao ambiente), o algodão (deve ser o tecido mais interno, que fica em contato com a pele facial) e o polipropileno ou também o algodão, para o uso na camada intermediária.
Outros exemplos de locais que devem seguir as novas orientações são lojas, igrejas, mesquitas e campos de refugiados. A OMS lembra ainda que a utilização das máscaras deve ser acompanhada por outras medidas, como a higienização das mãos e o distanciamento, quando possível, informou o diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
“As máscaras, por si só, não protegem as pessoas da covid-19, por isso é muito importante que as pessoas sigam as demais medidas de orientação para evitar o contágio”, alertou o diretor.
Essas novas medidas fazem “parte de uma estratégia mais abrangente”, que inclui o rastreio, isolamento e tratamento de doentes e a quarentena de contatos próximos de doentes.
As novas recomendações aconselham o uso de máscaras por todas as pessoas onde houver transmissão ampla da doença e em situações em que o distanciamento social não é possível, como no transporte público; Em áreas com transmissão comunitária, a recomendação é que pessoas com 60 anos ou mais ou com doenças pré-existentes usem máscara médica em situações em que o distanciamento físico não é possível.
Além de áreas com ampla transmissão, a OMS aconselha máscaras médicas para todas as pessoas que trabalham nas áreas clínicas de uma unidade de saúde, não apenas para os trabalhadores que lidam com pacientes com Covid-19.