quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Empresários afirmam que comércio do Amazonas vive o pior momento

Comércio sente os reflexos do período em que ficou com as portas fechadas. Empresários afirmam que apesar da reabertura, o movimento ainda é fraco e números são negativos.
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Consumo comércio Manaus CDL divulgação

O segmento comercial do Amazonas encerrou o primeiro trimestre de 2021 com números negativos, reflexo da interrupção das atividades nos meses de janeiro e fevereiro, por conta da pandemia. Quase dois meses após a reabertura do comércio, empresários relatam que o movimento ainda é fraco e está longe de sinalizar uma retomada nas vendas e no faturamento.

Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLM), Ralph Assayag, desde o dia 22 de fevereiro, quando o comércio reabriu as portas, até a metade de março, o movimento no comércio foi extremamente fraco, com alguma melhora na última semana e no início de abril por conta da Páscoa.

“O resultado do primeiro trimestre de 2021 foi o pior dos últimos dois anos porque estávamos com as portas fechadas. Em 2020 o comércio fechou no mês de março e também tivemos resultados ruins. Já em 2019, o comércio estava aberto, com fluxo normal”, disse.

“Após as vendas da páscoa já sentimos a baixa demanda novamente”, completou.

Vendas de materiais de construção seguem em queda

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, informou que além do fechamento do comércio nos primeiros meses do ano, o cenário negativo das vendas de material de construção ainda é agravado pelo inveno sazonal, que atrapalha a ocorrência de obras de construção.

Conforme Frota, a estimativa é de que a queda de nas vendas de materiais de construção, no trimestre, seja superior a 50% em relação ao último ano.

“Vivemos o pior momento para o setor de material de construção. Sentimos os reflexos do fechamento do comércio e da densidade das chuvas. Somente a partir de junho, com a chegada do verão, as obras e reformas se aceleram e vemos crescimento expressivo nas vendas”, comentou.

“Ainda não temos números fechados, mas a previsão é que a queda nas vendas dos materiais de construção seja superior a 50%, no primeiro trimestre deste ano, em relação a 2020”, completou.

Reportagem: Priscila Caldas

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