quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Efeito 'Canal de Suez' ainda afeta abastecimento e produção no PIM

Após dois meses da ocorrência da obstrução do Canal, no Egito, o desabastecimento de insumos às fabricantes de Manaus é agravado e interrompe linhas de produção em indústrias
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Fabricantes do Polo Industrial de Manaus (PIM) sentem os reflexos da interrupção no Canal de Suez, no Egito, principal rota marítima para o fornecimento mundial de insumos. O intervalo de seis dias, no mês de março, de interrupção no transporte das cargas incide, atualmente, na falta de componentes, e consequentemente, na paralisação em linhas de produção em algumas empresas.

Segundo o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, no cenário mundial, a indústria já vem sofrendo por falta de insumos devido ao aumento expressivo na demanda e ao despreparo dos fornecedores para o suprimento da cadeia.

O gargalo da escassez de produtos piorou com o atraso no transporte das cargas marítimas.

“A questão do Canal de Suez atrapalhou e ainda existe a questão dos navios que estão vindo, que se tiverem alguém contaminado por Covid-19 à bordo, precisam parar a embarcação até que a situação se resolva. Existe toda uma complexidade, mas isso vai se equalizar. Os fornecedores vão adequar a produção à demanda de mercado mundial. A questão logística também vai se equacionar”, disse o presidente.

Périco se restringiu em dizer que alguns segmentos produtivos sentem mais e outros, menos, o atraso nos fornecimentos de componentes. Ele também descartou a possibilidade da ocorrência de demissões motivadas pelo desabastecimento.

“Não há nenhum indício de demissão por conta disso (falta de insumos). Existe a demanda, as empresas estão buscando insumos pra produzir”.

Sindimetal diz que demissões não têm ligação com paralisação

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM), Valdemir Santana, informou que as demissões homologadas pelo sindicato, nos últimos meses, têm sido motivadas por término de contrato e não por falta de materiais para produzir.

“Não temos informação de demissões ocasionadas por falta de insumos. As rescisões homologadas são por encerramento do contrato, que na maioria, são temporários”, disse.

Texto: Priscila Caldas

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