quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Construção civil aumentou mão-de-obra em 12,4%, de 2017 a 2019

Crescimento ocorre após perdas entre 2013 e 2017, quando o setor demitiu 21.592 trabalhadores, o que representou redução de 55,8% da ocupação da mão-de-obra, no estado.
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Operário da Construção Civil trabalha em prédio de Manaus
Custo da Construção Civil no Amazonas se manteve praticamente estável entre maio e junho, aponta Sinapi. (Arquivo)

Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) 2019, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (17), mostra que no período de 2017 a 2019 a contratação de mão-de-obra no setor da construção civil cresceu 12,4%, com geração de 2,1 mil novos postos de trabalho.

O resultado positivo é registrado após período de perdas expressivas no quadro laboral do segmento no estado. Conforme a PAIC, de 2013 a 2017 a construção civil demitiu 21.592 trabalhadores, o que representou redução de 55,8% da ocupação da mão-de-obra, no estado.

Em 2019, as empresas da construção ocupavam 19.254 pessoas, contingente 31,5% menor do que o registrado em 2010, quando o setor empregava 28.016 pessoas. Nesse período, o saldo de perdas foi de 8.762 postos de trabalho.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Frank Souza, o crescimento de 12,4% nas contratações registrado em 2019 com relação a 2017, mostra que o setor se recupera após um período de desaquecimento do mercado da construção civil.

“Os números são animadores porque mostram crescimento e a tendência é a recuperação porque temos diversos lançamentos que neste momento dependem de licenciamento ambiental”, comentou.

“Vemos que de 2010 a 2014 tivemos ascendência nas obras e um boom nas contratações. Logo após, tivemos anos queda brutal no setor”, completa.

Salários e custos

Segundo a pesquisa, em 2019, as empresas do segmento da construção civil pagaram R$532,1 milhões em salários, retiradas e outras remunerações. O saldo representa redução de R$38,4 milhões em relação ao valor pago em 2010, que foi de R$570,5 milhões.

Os custos de incorporação e das obras e/ou serviços da construção também foram menores. Em 2010, esses custos alcançaram R$ 1,661,6 bilhão, e em 2019, os custos somaram 1,175,4 bilhão, ou seja, 486,2 milhões a menos.

Valor de incorporações

A atividade da construção no Amazonas gerou R$ 3,33 bilhões em valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção, em 2019. O valor é inferior ao registrado em 2009 (R$4,167 bilhões).

De 2010 a 2019, no valor das incorporações ou obras, o Amazonas perdeu representatividade na Região Norte, caindo de 23,3% para 21,5%, o que representou queda de R$834 milhões.

Apesar da queda em dez anos, entre 2017 e 2019, o valor das incorporações voltou a aumentar, saindo de R$2.977 bilhões, para R$3,33 bilhões.

Texto: Priscila Caldas

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