O navio petroleiro Minerva-Rita, contratado pela Refinaria da Amazônia (Ream), segue encalhado, neste sábado (23), no rio Amazonas, na região conhecida como Costa do Tabocal, em Itacoatiara, duas semanas após colidir com um banco de pedras e ter parte do casco rasgado pelo impacto.
Desde sexta-feira, uma equipe Técnica de Prevenção e Atendimento a Emergências Ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em apoio à Superintendência do Ibama no estado do Amazonas (Supes/AM), acompanha as vistorias realizadas no casco do navio-petroleiro Minerva-Rita, no Rio Amazonas, desde 6 de dezembro.
A embarcação, que está carregada com 18 mil m³ de nafta (subproduto do petróleo) e 8.499 m³ de gasolina, carrega bandeira liberiana. Após sofrer avarias no casco, precisou fundear, no dia 4 de dezembro, no rio Amazonas, na Costa do Tabocal, região próxima ao município de Itacoatiara e a 270 km de Manaus (AM). O navio pertence a uma refinaria de Manaus.
A empresa respondeu à notificação lavrada pelo Ibama e apresentou garantias à Autarquia de que estão sendo tomadas as medidas necessárias de prevenção e suporte ao navio: “Não há, assim como nunca houve, qualquer indício de vazamento de óleo na localidade”.
A equipe do Ibama esteve na Balsa de Apoio (Resposta) BT Miss Bella e constatou a presença de diversos equipamentos e mecanismos de resposta em casos de vazamento de combustíveis na embarcação fundeada.
Mergulhadores realizaram análises e confirmaram que a estrutura, que possui casco duplo, não teve vazamento de combustível.
Em reunião com o Ibama, em 14 de dezembro, a Capitania dos Portos afirmou que apesar do rasgo no casco, com dimensões de 2 metros de altura por 6 metros de largura, o navio está em condições seguras para a navegação.
Vistorias no local, realizadas diariamente de 11 a 19 de dezembro, confirmaram a integridade da estrutura e a ausência de derramamento de combustível nos arredores. O navio permanece alinhado e não há indícios de danos significativos, apesar de o Instituto ainda não ter conclusão definitiva