O Museu da Amazônia (Musa) reabre seus portões e volta às atividades neste mês de abril em grande estilo com a exposição “Passado Presente – Dinos e Sauros da Amazônia” que vai contar a geo-história da Amazônia de forma diferente.
Por meio da exposição, com a apresentação de fragmentos fósseis inéditos e a reprodução – em tamanho real – dos esqueletos do purussaurus brasiliensis, um parente dos jacarés que viveu há cerca de sete milhões de anos e que chegava a ter 13 metros de comprimento, sendo portanto, o maior crocodiliano do mundo.
A exposição “Passado Presente” também vai mostrar o dinossauro saurópode chamado amazonsaurus maranhensis, de cerca de 10 metros de comprimento, que viveu há cerca de 110 milhões de anos, na região amazônica que hoje conhecemos como Maranhão, além da preguiça-gigante eremotherium laurillardi, extinta há cerca de 11 mil anos, sendo a “mais jovem” da exposição.
O evento é resultado de expedições que começaram a ser realizadas ainda em 2019 em um dos maiores sítios paleontológicos da Amazônia, o Sitio Cajueiro em Boca do Acre (AM).
“A abundância e a qualidade da preservação dos fósseis localizados nesta área permite ao Museu da Amazônia apresentar uma exposição única, incluindo fósseis de aves, que são pequenos e delicados, dificilmente descobertos”, destaca a paleontóloga doutra Lucy Gomes de Souza.
A exposição também é dedicada à memória da geógrafa e paleontóloga Rosalie Benchimol, professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
Por conta das medidas restritivas para controle ao Coronavírus, todas as visitas ao Museu da Amazônia são feitas por agendamento através do email: [email protected]
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