quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Mural de 34 metros recupera memória indígena no Centro Histórico

A Praça Dom Pedro II foi escolhida para receber a exposição por ser um antigo cemitério indígena de Manaus. O mural será inaugurado amanhã para comemorar o Dia do Índio.
COMPARTILHE

Um mural de 34 metros de comprimento, pintado pelo artista muralista  Fabio Ortiz, com quatro imagens da presença indígena em Manaus, será uma das atrações do memorial Aldeia da Memória Indígena de Manaus será inaugurado, nesta segunda-feira, (19). A data foi escolhida em celebração ao Dia do Índio.

A localização onde o mural será exposto, Praça Dom Pedro II, Centro Histórico de Manaus, foi escolhido por ser um antigo cemitério indígena.

“São quatro imagens nos 140 metros quadrados do mural retiradas de livros históricos, mostrando o mapa das calhas dos rios onde existe a forte presença dos povos indígenas no Amazonas desde muito antes da presença europeia, além do herói-ícone da luta, o grande  Ajuricaba; ainda os Manaos e o cemitério indígena  na visão do colonizador quando aqui chegou”, explica o diretor-presidente da Fundação Municipal Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Alonso Oliveira.

Ele reforça a recomendação feita pelo prefeito David Almeida (Avante) em reparar essa invisibilidade indígena e o  protagonismo da narrativa da história da cidade de Manaus, reconhecendo o espaço do cemitério como um lugar sagrado pelos povos que compõem a ancestralidade da sociedade manauara.

“Estamos começando a reparar o passivo histórico do poder público com nossos irmãos indígenas, e este belo painel mostra a importância dos povos ancestrais na formação social e cultural de nossa sociedade”, declarou Oliveira.

O artista muralista, Fábio Ortiz, 27, autor de painéis de grafitte urbano, é estudante de Agronomia na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), filho de pais ribeirinhos do munícipio de Manacapuru, com descendência de peruanos e nordestinos. Ele estava pensando em desistir da arte do grafitte por conta das dificuldades da pandemia, quando procurou a Manauscult para saber sobre os projetos de incentivo.

“Hoje me sinto contemplado de poder contar essa história de tantos séculos de existência e luta”, fala orgulhoso Ortiz, ressaltando que tem aprendido muito sobre o protagonismo dos povos indígenas na história de Manaus e do Amazonas.

Por assessoria PMM

Leia mais:

COMPARTILHE