sábado, 7 de novembro de 2026

MPF manda sequestrar bens do Delegado Pablo por corrupção passiva

Delegado Pablo (PSL) teve bens sequestrados pelo MPF sob acusação de corrupção passiva, crime contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro.
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Por determinação do Ministério Público Federal, o deputado federal Delegado Pablo (PSL) teve bens imóveis sequestrados, sob acusação de corrupção passiva, crime contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro.

Procurada pela reportagem do Portal RealTime1, a assessoria de imprensa do parlamentar informou apenas que o Delegado Pablo, eleito em 2018 com apoio do presidente Jair Bolsonaro, não iria se pronunciar a respeito.

Informações privilegiadas

Licenciado da Polícia Federal, ele é suspeito de utilização do cargo de policial para praticar atos ilícitos. Ele teria, segundo o MPF, usado informações privilegiadas para facilitar a venda de uma empresa para sua mãe, Eda Oliva Souza, entre os anos de 2011 e 2012.

No processo consta que o empresário Daniel Tomiasi teria passado a empresa Só Mudas para a mãe do deputado, por R$ 500 mil. Mas o MPF constatou que este empresa nunca havia apresentado qualquer indício de atividade para ser avaliada por este preço.

Não teria nem a autorização para produzir mudas. Além disso, depois da venda, os novos proprietários também não movimentarem recursos e muito menos contratarem empregados para fazer a empresa funcionar.

Como parte da negociação de venda da empresa, Tomiasi ainda teria pago R$ 116 mil, relativo a um débito da Só Mudas. Consta ainda que o Delegado Pablo teria elaborado o contrato de aquisição da empresa em seu local de trabalho, apesar de não ter oficialmente relação com o negócio.

Delegado Pablo é suspeito ainda de ter usado familiares para ocultar sua participação na empresa Só Mudas. E ainda teria usado o dinheiro da negociação na construção de uma casa.

Esta construção teria sido intermediada por sua mãe. No entanto, através de troca de e-mail obtida pela PF, ficou provado que o beneficiário seria o parlamentar.

Na casa, ainda foram encontrados vários recibos de entregas de grande quantidade de dinheiro em espécie sem lastro na Receita Federal.

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