O Ministério Público Federal (MPF) moveu uma denúncia à Justiça Federal contra dois diretores e seis cooperados da Cooperativa Indígena de Desenvolvimento Agrário e Sustentável do Estado do Amazonas (Cidasm) pela operação de garimpo ilegal de uma balsa que extraia ouro ilegalmente no Rio Cauaburi, próximo à Comunidade Indígena Massarabi, em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas.
Em março de 2022, uma equipe de fiscalização do Ibama autuou os cooperados e dirigentes da Cidasm após denúncias da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro.
A embarcação flagrada operava uma draga de sucção, explorando ouro e transportando mercúrio metálico sem autorização legal.
Após o flagrante, a Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que a Cidasm havia solicitado autorização de pesquisa para vários minérios em janeiro de 2022. Porém, os pedidos foram encaminhados ao Conselho de Defesa Nacional devido à localização das áreas na faixa de fronteira.
A área solicitada pela cooperativa para pesquisa envolve uma ilha fluvial dentro da Terra Indígena Médio Rio Negro I. Essa região está sendo contestada judicialmente no STF. O Gabinete de Segurança Institucional cassou várias autorizações prévias em 2021 para evitar a exploração mineral em terras indígenas.
Durante a operação de fiscalização, a embarcação encontrava-se fora dos limites indicados nos pedidos de autorização de pesquisa minerária feitos pela Cidasm.
O MPF solicitou a suspensão das atividades de pesquisa mineral da cooperativa, bem como a suspensão de todas as atividades econômicas do grupo e o impedimento de acesso dos denunciados a áreas de garimpo.

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