O cenário político de Tabatinga sofreu alteração considerável após a morte do médico Rogélio Campuzano, que era o pré-candidato mais cotado para ganhar as eleições deste ano no município. Sua popularidade na cidade o rendeu na última disputa ao cargo mais de 8.300 votos, que representa 34,70% dos eleitores do município.
Para o pleito deste ano sua capacidade eleitoral estava batendo os 50% das intenções de votos. Mas, em janeiro, Rogélio e a namorada sofreram uma tentativa de homicídio quando saíam da clínica onde ele trabalhava. Na ocasião, ele foi baleado na cabeça e no ombro e mulher foi atingida com um tiro de raspão no braço.
Desde o princípio, houve informações sobre perseguição política em Tabatinga, mas a motivação do crime nunca foi esclarecida de fato. Amigos, parentes e pacientes lamentaram a morte precoce do médico, que era bastante querido na cidade.
Rogélio era do Partido Social Cristão (PSC) e poderia ser uma das apostas do governador Wilson Lima. Com a morte de Rogélio, os ânimos políticos se acirraram em Tabatinga para saber quem assumirá o espólio eleitoral deixado pelo médico.