sábado, 7 de novembro de 2026

Modelo de negócio nascido em faculdade cresce em plena pandemia

O “Cabocones” é uma espécie de “temaki amazônico” – cone de massa salgada com recheios que variam de vatapá, tacacá a chocolate com castanha.
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Na contramão dos dados nacionais, em que 600 mil micro e pequenas empresas fecharam as portas e 9 milhões de funcionários foram demitidos em função dos efeitos econômicos da pandemia, uma dupla de empreendedores identificou, nesse contexto, a oportunidade e a demanda inadiável de abrir uma loja física para o seu negócio.

O “Cabocones”, espécie de “temaki amazônico” – cone de massa salgada com recheios que variam de vatapá, tacacá a chocolate com castanha – nasceu de um projeto criado para uma feira de empreendedorismo da Faculdade Martha Falcão e ganhou asas até se tornar o negócio definitivo e a fonte de renda de seus idealizadores.

“Formamos em 2018, mas o Alfredo (sócio-idealizador) e eu mantivemos nossos empregos paralelos, participando apenas de feiras e outros eventos para manter o nome e a clientela vivos. Quando veio a pandemia, decidimos trabalhar o delivery, as demandas aumentaram e passamos a receber muitos incentivos, além de cobranças dos clientes por um espaço físico. A decisão já era inadiável”, conta Cássio Viana, formado em Marketing, assim como o sócio, Alfredo Monteiro que, atualmente, cursa pós-graduação na área de Gestão.

Abertura gradual do comércio

Com a sinalização do Governo Estadual em reabrir o comércio, os dois empreendedores resolveram apostar na novidade do espaço físico ao entender que o público pedia por inovação e por lugares para visitar após um longo período de confinamento imposto pelo isolamento social. A loja funciona na av. Joaquim Nabuco, 2039, Centro.

“A gente já tinha um pensamento em abrir a loja física, só que o ‘insight’ foi justamente na pandemia. Mas precisávamos de uma renda extra e o sistema de delivery deu uma alavancada. Depois as coisas foram abrindo e foram fluindo: encontrei o espaço físico que tinha em mente desalugado, juntamos nossas economias e fomos em frente”, afirma Cássio Viana.

Cassio afirma que ainda estão com alta demanda de entregas, mas havia a necessidade de tornar o negócio “mais profissional”.

“Já tínhamos muitas coisas como fogão, as panelas, os vasilhames, por exemplo, então facilitou um pouco. Como foi entrando dinheiro do delivery, fomos investindo, mas o aluguel e os dois funcionários – um no atendimento e outro na cozinha – foi ‘na cara e na coragem’”, explicou.

A criação do Cabocones envolveu alunos dos cursos Marketing, Logística, Processos Gerenciais e Recursos Humanos.

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