Utilizar a tecnologia de Realidade Aumentada (RA) como opção metodológica e didática para intensificar a compreensão de conteúdos de Química para alunos da 3º série do Ensino Médio.
Essa foi a proposta do projeto de pesquisa científica desenvolvida pelo professor Filadelfo da Costa Coelho na Escola Estadual Professora Enery Barbosa dos Santos, localizada no município de Nhamundá.
Apoio
O projeto contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do edital nº 003/2018 do Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos para o Interior do Estado do Amazonas (Proint-AM).
Criação de aplicativo
Filadelfo relata que o projeto resultou na criação de um aplicativo denominado EDARCH de Realidade Aumentada, específico para o assunto de reações orgânicas, mas com possibilidade de expansão para outros assuntos de Química.
“O dispositivo desenvolvido funciona do seguinte modo: é necessário instalar e usar a câmera do celular direcionada ao marcador (semelhante ao QR code). Assim se pode observar imagens em três dimensões, com a possibilidade de manipular o objeto virtual”, explica o professor de Química.
Para ele, tecnologias desse tipo podem ser empregadas gradualmente nas aulas teóricas. “O recurso RA pode dar um aspecto diferenciado nas aulas e deixar os alunos mais motivados a aprender. O grande desafio é tornar esse tipo de tecnologia disponível para os alunos e fazer com que os professores entendam que é necessária a inserção de novas práticas que possibilitem o efetivo aprendizado”, disse.
Tecnologia
A Realidade Aumentada é a mistura do mundo real com virtual, permitindo o enriquecimento do mundo físico com objetos virtuais, usando dispositivos tecnológicos com funcionalidades no mundo real.
“A RA é bastante recente, e seus benefícios são inúmeros, podendo ser usada no Ensino Fundamental, Ensino Médio e com possibilidades no Ensino Superior. É ótimo para as aulas diferenciadas, isso mostra aos alunos novas formas de aprender. Nesse ano, iria aplicar essa metodologia em uma escola do município de Iranduba, mas a crise causada pela a Covid-19 impossibilitou esta ação”, relata o professor.
Apoio à interiorização
Além do Proint, em 2020 a Fapeam a lançou a primeira edição do edital nº 003/2020 do Programa de Apoio à Interiorização em Pesquisa e Inovação Tecnológica no Amazonas (Painter), que visa incentivar o desenvolvimento de projetos de Ciência, Tecnologia & Inovação nos municípios do interior do Amazonas.
Foram aprovados 65 projetos de pesquisa científica de pesquisadores de 13 municípios do interior do estado.
O objetivo do Programa é fomentar a interiorização de atividades de pesquisa aplicada e inovação tecnológica, por meio de indução em áreas estratégicas, especialmente a bioeconomia, para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Amazonas, visando a aplicação de seus resultados na resolutividade/minoração de problemas específicos dos municípios do estado.