quarta-feira, 23 de setembro de 2026
SETOR ELÉTRICO

Ministro Alexandre Silveira critica Aneel pela condução do caso da Amazonas Energia

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Ministro Alexandre Silveira de Minas e Energia (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

A transferência do controle acionário da Amazonas Energia, do grupo Oliveira Energia, para a Âmbar Energia, dos empresários Wesley e Joesley Batista, segue, nesta quarta-feira, mobilizando as atenções das autoridades federais.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reafirmou hoje que todo o processo está “sendo mal conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)”, a quem costuma criticar por atrapalhar a reorganização do setor elétrico do país.

“Era para ser mais célere, não era para precisar de uma liminar. Depois da liminar expedida, não era para contrariar uma liminar expedida”, disse Alexandre Silveira sobre a posição da agência, que cumpriu a ordem da juíza federal Jaíza Fraxe para homologar a transferência acionária, mas imediatamente entrou com um recurso no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Ministro “observador”

Silveira disse que seu papel neste processo tem sido de observador, já que, como formulador de política pública, implementou a Medida Provisória 1.232 para viabilizar a concessão e o negócio entre as empresas Oliveira Energia, do empresário amazonense Orsine Oliveira, e a Âmbar.

“O que a gente pode ver é que, se isso não for resolvido da melhor forma, e a melhor forma quem vai apontar é a Aneel, nós podemos ter um colapso energético lá, podemos ter problemas de suprimento”, disse.

Ele ainda afirmou que não lhe interessa a forma como a operação vai ocorrer:

“Tenho cobrado da Aneel que ela simplesmente execute a política pública que nós determinamos, porque somos os responsáveis por isso, mas a forma quem define é o órgão regulador; então, a forma não me interessa, interessa que ela aponte os caminhos seguros”.

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