quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Manaus está abaixo da média nacional em índices de vacinação

De acordo com dados de 2019, do Programa Nacional de Imunização 52% da população de Manaus está imunizada de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação.
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Aos 351 anos, Manaus teria condições de apresentar melhores índices na área da saúde. Contudo, a cidade apresenta índice abaixo da média nacional nos índices de vacinação.

De acordo com dados de 2019, do Programa Nacional de Imunização, apenas 52% da população de Manaus está imunizada de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação.

O índice nacional é de 57,32%.

Unidades Básicas de Saúde

A capital do maior estado do Brasil tem atualmente 157 Unidades Básicas de Saúde mantidas pelo governo municipal, de acordo com o DataSUS, que utiliza informações do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Os números de Manaus estão acima da média nacional, que é extremamente baixa (6,94), segundo o CNES.

Em relação ao número de leitos hospitalares, Manaus tem 2.920 leitos de internação e 793 leitos complementares dentro da rede do Sistema Único de Saúde (SUS) e 754 leitos de internação e 274 complementares da rede privada de saúde.

Novamente, apresenta índices melhores que a média do resto do país devido aos péssimos números da saúde em nível nacional.

Mortalidade infantil

De acordo com a organização Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, o índice de mortalidade infantil de Manaus em 2010 foi de 14,24.

O índice representa o número de crianças que não deverão sobreviver ao primeiro ano de vida em cada 1000 crianças nascidas vivas.

Neste quesito Manaus apresenta índice melhor que a média nacional, que é de 19,25.

Plano Municipal de Saúde

A prefeitura de Manaus elaborou um Plano Municipal de Saúde para o período de 2018 a 2021. No diagnóstico, apresentado pela Secretaria Municipal de Saúde, aparecem observações pertinentes, principalmente em relação a outros déficits da cidade, como o de saneamento básico e o tratamento correto para os resíduos sólidos, por exemplo.

“A água representa o fator de mais alta importância para a saúde de uma população. As águas poluídas por esgoto doméstico causam hepatites, diarreias, verminoses, cólera, infecções intestinais, alergias, doenças da pele, poliomielite, amebíase, esquistossomose, lepstospirose, febre tifóide e paratifoide, etc., enquanto que águas contaminadas por metais pesados (Zinco, Cobre, Ferro e Alumínio) decorrentes do lixo metálico ou despejos industriais provocam distúrbios neurológicos e gástricos”, aponta o documento.

A Secretaria Municipal de Saúde pactuou metas para os indicadores do Programa Nacional de Melhoria do Acesso da Qualidade da Atenção Básica – PMAQ-AB e do Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde – PQA-VS.

O monitoramento e avaliação dos indicadores e o alcance das metas pactuadas é uma premissa para o repasse de recursos financeiros para o município.

Metas

Dentre as metas do plano elaborado pela equipe do atual prefeito da cidade estão: Ampliar de 43,10%, em 2016, para 70% a cobertura de atenção primária em 2021. Ampliar de 35,38%, em 2016, para 50% a cobertura de saúde bucal na atenção primária.

Reportagem: Daniela Tipiti

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