A história de Manaus, repleta de desafios e curiosidades, ganhou vida na série de entrevistas ‘Manaus em 354 anos’ do RT1Play, como parte das comemorações do aniversário da capital amazonense.
Apresentada pelo jornalista Caio Fonseca, a série tem oito entrevistas e é focada em histórias pouco conhecidas da cidade.
Alguns dos episódios são a invasão de gafanhotos na capital, os tumultos políticos e a expansão dos bordéis na cidade, com o surgimento do famoso quadrilátero do amor e da ladeira do amor.
Todos os episódios podem ser acessados tanto pelo site quanto pelo canal do RT1Play no YouTube.
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Confira a seguir, todos os episódios da série.
1917: Manaus é invadida por gafanhotos
Em 1917, Manaus foi invadida por gafanhotos. O problema foi tão sério que, segundo o historiador Otoni Mesquita, bondes chegaram a descarrilar na cidade devido ao acumulo de gafanhotos nos trilhos.
Assista a entrevista completa aqui.
Manaus, uma cidade em que o passatempo era fofocar
Na Manaus do século passado, a prática da fofoca era tanta que existiam jornais especializados no assunto e com “informações quentinhas” da vida pessoal e amorosa de muita gente.
O historiador Fábio Augusto, pesquisou trechos dos jornais que traziam as fofocas do momento, sempre com textos apimentados e falando, geralmente, sobre traições.
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Ditadura militar: a batalha da praça da Matriz
Em 1983, no Centro de Manaus, ocorreu a histórica batalha da Praça da Matriz, confronto entre militares do governo de Gilberto Mestrinho e membros do movimento estudantil.
Nesse período, as tarifas de ônibus eram alteradas repentinamente, o que fez com que estudantes se unissem para fazer uma manifestação pacífica na Praça da Matriz.
Quem conta essa história é a pedagoga Arminda Mourão, que desempenhou papel importante na organização desse protesto.
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Manaus, uma cidade construída sobre cemitérios
A afirmação de que Manaus foi erguida sobre antigos cemitérios se confirma facilmente ao percorrer locais do Centro Histórico da cidade, como o Paço Municipal, onde se pode observar urnas funerárias.
Quando os portugueses chegaram, os povos indígenas que habitavam a área já haviam estabelecido parte do que hoje é o Centro como um local de sepultamento, conforme relata a geógrafa Carla Aires, especialista na pesquisa de arte tumular em Manaus.
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‘Arruaceiros’ da madrugada ou jovens poetas?
Considerados pela elite intelectual manauara como “arruaceiros” da madrugada, um clube de jovens poetas foi fundado em 22 novembro de 1954 embaixo de um pé de mulateiro, no Centro de Manaus.
Acostumados a se reunirem durante as madrugadas no antigo Café do Pina, na Praça da Polícia, o movimento Clube da Madrugada se tornou a maior manifestação artística e intectual. Quem conta essa história é o poeta Tenório Telles.
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Manaus, a cidade que não tem brasão
Segundo o professor de história Auxiliomar Ugarte, Manaus não tem brasão.
O assunto já deu muita confusão, inclusive em bandeiras e documentos oficiais. Isso porque, segundo o historiador, o símbolo que representa a cidade foi por muitas gestões municipais usado em versão errada.
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‘Há 53 anos sobrevivi a explosão da caldeira da Santa Casa de Manaus’
O comerciante Huberto Breval, tinha 13 anos quando viu de perto a caldeira da Santa Casa de Manaus explodir.
Aos 66 anos, Huberto recorda que a explosão parou a cidade e se tornou o assunto do momento por vários dias. Tanto pelos feridos como pela destruição que ela causou em casas nas proximidades.
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Manaus, a cidade do ‘quadrilátero do amor’
De 1940 a 1960, existiu no Centro Histório de Manaus o ‘quadrilátero do amor’, região reconhecida pelas diversas casas em que profissionais do sexo atuavam.
Além do quadrilátero do amor, o Centro, habitado e frequentado pela alta sociedade tinha mais um ponto de boemia e diversão, a ‘ladeira do amor’, na rua Saldanha Marinho.
O ‘quadrilátero do amor’ e a ‘ladeira do amor’ são relembrados pelo historiador Aguinaldo Figueiredo, autor do livro “Nos caminhos da alegria – roteiro histórico e sentimental da boemia de Manaus”.
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