terça-feira, 22 de setembro de 2026

Manaus 2026: a metrópole da Amazônia que quer conquistar o circuito global de eventos

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Com infraestrutura moderna, um polo industrial de R$ 170 bilhões e o cenário único da maior floresta tropical do mundo, a capital do Amazonas se posiciona como candidata a novo hub internacional de congressos, feiras e exposições.

No coração da bacia amazônica, onde os rios Negro e Solimões se encontram para formar o maior rio do planeta, ergue-se uma metrópole que desafia estereótipos históricos de isolamento geográfico. Sétima maior capital do Brasil, Manaus não se limita ao turismo de contemplação da floresta: a cidade consolida-se como potência econômica, logística e tecnológica e mira, em 2026, um novo patamar — o de destino estratégico para eventos globais.

Um gigante econômico e tecnológico no Norte do Brasil

A candidatura de Manaus ao circuito internacional de eventos se sustenta em números robustos. A cidade abriga o Polo Industrial de Manaus (PIM), um dos maiores complexos industriais da América Latina, com faturamento anual estimado em R$ 170 bilhões — o equivalente a cerca de 78% do Produto Interno Bruto do Amazonas.

O polo reúne mais de 600 empresas e cerca de 110 centros de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D), formando um ecossistema altamente competitivo nos setores de tecnologia, indústria avançada, bioeconomia e sustentabilidade. Esse ambiente cria condições favoráveis para a realização de congressos científicos, feiras tecnológicas e encontros internacionais voltados à inovação.

Com população estimada em 2,36 milhões de habitantes e taxa de urbanização superior a 99%, Manaus funciona como uma “ilha de infraestrutura” no meio da floresta, concentrando serviços, logística e capital humano em escala metropolitana.

Infraestrutura preparada para grandes eventos

Para receber simultaneamente até 10 mil participantes, a capital amazonense dispõe de equipamentos de padrão internacional. O principal deles é o Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, complexo modular, climatizado e multifuncional, com capacidade total para 10 mil pessoas.

O espaço conta com salão nobre de aproximadamente 2.400 metros quadrados, salas técnicas, auditórios e áreas de exposição que somam mais de 14 mil metros quadrados de área construída, permitindo a realização de eventos de diferentes portes e formatos.

Outro destaque é o Nova Era Hall Studio 5, integrado a um shopping center e ao distrito industrial, com capacidade para até 18 mil pessoas em formato de grandes espetáculos. Já a Arena da Amazônia, símbolo arquitetônico da cidade, pode receber até 44 mil espectadores. Inspirada em um cesto indígena e detentora da certificação internacional LEED de sustentabilidade, a arena é indicada para cerimônias de abertura, shows e eventos de massa.

Conectividade e posição estratégica

A localização geográfica de Manaus oferece vantagens competitivas para o mercado internacional de eventos. Situada no Hemisfério Norte brasileiro, a cidade funciona como porta de entrada natural para a Amazônia, com relativa proximidade dos Estados Unidos, do Caribe e da América Central.

O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes conecta Manaus a importantes hubs globais, com tempos de voo considerados estratégicos: pouco mais de três horas até o Panamá e cerca de seis horas até Miami. Essa conectividade facilita o acesso de participantes internacionais e amplia o potencial logístico para grandes encontros corporativos e institucionais.

Sustentabilidade como eixo estruturante

O discurso ambiental da candidatura de Manaus se apoia em dados concretos. O estado do Amazonas mantém cerca de 97% de sua cobertura vegetal nativa preservada, uma das maiores taxas de conservação do mundo. O modelo da Zona Franca de Manaus é frequentemente apontado como fator-chave nesse resultado, ao concentrar empregos e renda em áreas urbanas e reduzir a pressão econômica sobre a floresta.

Para organizadores e participantes, a sustentabilidade se traduz também em experiências únicas: visitas ao Encontro das Águas, localizado a menos de 10 quilômetros do centro urbano, roteiros gastronômicos regionais e vivências culturais que remetem à Belle Époque amazônica, período em que Manaus ficou conhecida internacionalmente como a “Paris dos Trópicos”.

Segurança e saúde como diferenciais

A cidade conta com estruturas específicas para atendimento ao turismo e a grandes eventos. A segurança é reforçada por unidades especializadas, como a Polícia Turística (POLITUR), com agentes bilíngues, e a Delegacia Especializada em Crimes contra o Turista.

No campo da saúde, Manaus é referência internacional por meio da Fundação de Medicina Tropical, reconhecida por sua expertise em doenças infecciosas e pelo suporte médico de alto nível, elemento considerado estratégico para eventos de grande porte.

Um projeto de legado

Com articulação entre os setores público e privado, Manaus busca mais do que sediar eventos pontuais. A proposta é consolidar um modelo de desenvolvimento baseado em inovação, sustentabilidade e integração internacional.

Ao projetar-se para 2026, a capital amazônica pretende mostrar ao mundo que crescimento econômico, tecnologia e preservação ambiental não são objetivos incompatíveis — e que a floresta pode, sim, ser o centro de um novo mapa global de negócios e eventos.

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