quarta-feira, 23 de setembro de 2026
CENSO 2022

Mais mulheres em todas as regiões do Brasil pela primeira vez

As mulheres são maioria da população residente em todas as regiões do País. Elas são 6 milhões a mais que homens.
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A região Norte registrou mais mulheres que homens na população residente pela primeira vez na história

Novos dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (27), mostram que pela primeira vez na história há mais mulheres morando na região Norte que homens. Com isso, as “meninas” são a maioria em todas as regiões do País.

Em termos absolutos, o Censo 2022 mostrou que as brasileiras residentes no País são 104.548.325 milhões, o que representa 51,5% do total. Os homens são 98.532.431 milhões (48,5%). No total há 6 milhões de mulheres a mais que homens residindo no País.

No Amazonas, as mulheres são 1.975.803 e os homens 1.965.810, portanto há 9.993 mulheres a mais que homens em nosso Estado

Mortalidade das mulheres x mortalidade de homens

Outro dado curioso deste recorte do Censo 2022 é que até a faixa etária de 19 anos os homens são a maioria da população. A partir da faixa etária de 25 a 29 anos as mulheres assumem a dianteira no número de habitantes do País.

Isso está relacionado com a maior mortalidade dos homens em todos os grupos etários: desde bebê até as idades mais longevas, a mortalidade dos homens é maior. Além disso, nas idades adultas, a sobremortalidade masculina é mais intensa. E, com o envelhecimento populacional, a redução da população de 0 a 14 anos e o inchaço da população mais idosa há um aumento da proporção de mulheres, já que elas sobrevivem mais em relação aos homens”, explica a nota técnica do IBGE.

A maior incidência de homens nas primeiras idades é uma consequência do maior nascimento de crianças do sexo masculino em relação àquelas do sexo feminino. O maior contingente de homens diminui com a idade devido à sobre mortalidade masculina, mais intensa na juventude devido às mortes por causas externas”, completa a gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE, Izabel Marri.

A razão de sexo, número de homens em relação ao grupo de 100 mulheres, foi de 94,2 (para cada 100 mulheres existiam 94,2 homens) neste Censo de 2022. Isso mostra que a tendência histórica de predominância feminina na composição por sexo da população se acentuou: em 1980, eram 98,7 homens para cada 100 mulheres; em 2010, 96,0.

Com as mulheres sendo maioria da população do Norte pela primeira vez na história dos Censos Brasileiros, é nesta região que está a menor razão de sexo, existindo 99,7 homens para cada grupo de 100 mulheres.

As unidades da federação com menores razões de sexo são Rio de Janeiro (89,4 homens para grupo de 100 mulheres), Distrito Federal (91,1) e Pernambuco (91,2). Já Mato Grosso (101,3 homens para cada grupo de 100 mulheres), Roraima (101,3) e Tocantins (100,4) tem mais homens do que mulheres nas respectivas populações deles. 

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