Mais de 32% da população adulta do Amazonas está obesa, segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SIVAN), a porcentagem equivale a, aproximadamente, 170.844 mil pessoas dessa faixa etária.
Caracterizada pelo excesso excessivo de gordura corporal, a obesidade apresenta uma série de consequências adversas para a saúde física e mental dos indivíduos que a enfrentam.
O RealTime1 conversou com a endocrinologista Luciana Lobato para entender como a obesidade pode ser classificada, quais as causas e como tratar.
“A Obesidade é uma doença caracterizada pelo excesso de peso corporal. Ela diagnosticada pelo cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC)”, explicou a profissional.
Quais os graus da obesidade?
Para identificar o grau da doença é necessário realizar o cálculo do IMC, que é feito dividindo-se o peso corporal pela altura ao quadrado. Por exemplo, uma pessoa com 88kg e 1,70m de altura, tem um IMC de 30,4kg/m2.
De acordo com Luciana, a obesidade é classificada a partir do cálculo do IMC, sendo dividida em três níveis:
- Grau 1: 30 a 34,9kg/m2
- Grau 2: 35 a 39,9kg/m2
- Grau 3 ou Obesidade Mórbida: a partir de 40kg/m2
Os demais parâmetros do peso definidos pelo IMC são:
- Magro: menor ou igual a 18,5kg/m2
- Normal: 18,6 a 24,9kg/m2
- Sobrepeso: 25,0 a 29,9kg/m2
Os dados do Sivan também apontam que 192.618 pessoas estão com sobrepeso, mais de 36% da população de adultos.

Quais as causas da obesidade?
“A Obesidade tem causa multifatorial, ou seja, não depende exclusivamente de um único fator. Contribuem para seu surgimento: alimentação desbalanceada, sedentarismo, hereditariedade, distúrbios do sono, flora intestinal não saudável, dentre outros”, explica Luciana.
A obesidade tem cura?
Luciana ressalta que a obesidade é uma doença crônica, que precisa ser monitorada por toda a vida.
“Isto significa que ela apresenta início gradual e persiste por toda a vida, com períodos de melhora (remissão) e de piora (recidiva). Demanda mudanças nos hábitos de vida e uso de medicações que não levam à cura, mas ao controle”, destaca.
A endocrinologista esclarece que quando uma pessoa é diagnosticada com obesidade, por meio das mudanças na alimentação, atividade física e medicação, ela pode sair de um IMC de 30, 35 ou 40, e ficar com um IMC de 24, entretanto, permanece com a doença.
“Essa pessoa não deixa de ter a doença, mas conseguiu controlar. E terá que cuidar a vida toda para manter-se no peso adequado”, disse.
Como tratar a obesidade?
A adoção de uma dieta balanceada, rica em nutrientes e calorias controladas, é fundamental para promover a perda de peso e se manter saudável. Além disso, a prática regular de atividade física é essencial para queimar calorias, aumentar o metabolismo e melhorar a composição corporal.
“Por isso, é necessário o acompanhamento multiprofissional com nutricionista, educador físico e endocrinologista, completando a equipe, muitas vezes, o cirurgião bariatrico, fisioterapeuta e psicólogo”, finalizou Luciana.
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