sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Julho amarelo: FVS-RCP reforça campanha de prevenção às hepatites virais no Amazonas

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Foto: Foto: Márcio Gleyson / Gabinete Dep. Dra. Mayara Pinheiro

As hepatites virais representam um problema grave de saúde pública mundial, a campanha nacional “Julho Amarelo: mês de luta contra as hepatites virais”, instituída pelo Ministério da Saúde, reforça a urgência da prevenção, diagnóstico e das ações de tratamento e controle dessas infecções, principalmente porque a doença pode evoluir por décadas sem ser diagnosticada, já que em muitos casos não apresenta sintomas. 

Para alertar sobre a campanha, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde, destaca a importância dos cuidados com um conjunto de infecções que afetam o fígado, podendo levar a graves problemas de saúde.

“Trata-se de uma doença muitas vezes silenciosa e, por isso, é preciso estar atento aos sinais, para início de tratamento”, afirmou a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud. Ela diz que o alerta é necessário, em especial para chamar a atenção da população para os cuidados preventivos e para a importância do diagnóstico precoce. 

De acordo com dados do Painel Epidemiológico de Hepatites do Estado do Amazonas, de janeiro a junho de 2025, Manaus registrou 116 casos confirmados de hepatites virais. Desse total, 63 casos foram de hepatite B, 49 de hepatite C e quatro de hepatite D.

Em 2024, a capital contabilizou 584 casos de hepatites virais entre os cinco tipos monitorados: A, B, C, D e E. Do total registrado em 2024, 52,74% correspondiam à hepatite B, 41,27% à hepatite C, 4,63% à hepatite D, 1,20% à hepatite A e 0,17% à hepatite E.

O que são as hepatites virais?

As hepatites virais são infecções causadas por vírus que atacam principalmente o fígado, provocando inflamações que podem variar de leves a graves.

Essas infecções são causadas por agentes etiológicos: HAV (hepatite A), HBV (B), HCV (C), HDV (D) e HEV (E), todos com tropismo primário, ou seja, têm como alvo principal o tecido hepático, onde se multiplicam e causam inflamação no fígado.

A infecção pode se manifestar de forma aguda ou evoluir para a forma crônica, podendo causar cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado.

A hepatite B é a forma mais prevalente no Amazonas, por ser altamente transmissível, chega a ser até 100 vezes mais infecciosa que o HIV. 

A infecção pode ocorrer por meio de relações sexuais desprotegidas, contato com sangue contaminado ou por transmissão vertical (quando a mãe transmite o vírus ao filho durante a gestação, o parto ou a amamentação). 

A hepatite D, por sua vez, depende da presença do vírus da hepatite B para se replicar, sendo considerada a forma mais grave da doença.

Na maioria das vezes, são infecções silenciosas e não apresentam sintomas. Além disso, algumas hepatites se dão pelo uso de medicamentos, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas.

Sintomas

Na maioria dos casos, a infecção pelo vírus da hepatite é silenciosa e não apresenta sintomas. 

Quando ocorrem, os sinais incluem cansaço, febre, mal-estar, tontura, náuseas, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. 

Em caso de sintomas ou contato com casos confirmados, a orientação é procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível.

Medidas de Prevenção 

  • Vacinação: Tomar vacinas contra as hepatites A e B;
  • Higiene Pessoal: Lavar as mãos regularmente e não compartilhar objetos pessoais;
  • Sexo Seguro: Usar preservativos;
  • Uso Seguro de Agulhas: Não compartilhar agulhas ou seringas;
  • Procedimentos Médicos Seguros: Assegurar que materiais médicos e estéticos sejam esterilizados ou descartáveis;
  • Testagem Regular: Fazer testes de triagem, especialmente para grupos de risco;
  • Prevenção da Transmissão de Mãe para Filho: Gestantes devem ser testadas e tratadas, se necessário;
  • Educação: Participar de campanhas de conscientização.

Por meio da campanha Julho Amarelo, o mês de julho se torna referência na luta contra as hepatites virais.

Instituída no Brasil pela Lei nº 13.802/2019, a campanha tem como objetivo reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle dessas doenças no país.

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