quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Iphan analisa implantação do Parque Encontro das Águas e Mirante, em Manaus

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Amazonas diz que a intervenção urbana não pode tirar o protagonismo do encontro das águas dos rios.
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Mirante encontro das águas

Dois projetos da Prefeitura de Manaus estão em análise para aprovação junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Amazonas: o Largo e Mirante da Ilha de São Vicente, no centro histórico da cidade, e o parque Encontro das Águas Rosa Almeida, na zona Leste.

Durante nova rodada de tratativas entre Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) e Iphan para análise e futura aprovação das intervenções urbanas, foram detalhados pontos de salvaguarda e de interesse para o tombamento.

A superintendente do instituto federal, Karla Bitar, explicou que o entendimento encontrado foi de se preservar a moldura paisagística.

“Pode ter intervenção, sim, mas não se pode tirar o protagonismo do fenômeno do encontro dos rios, devendo se permitir a visualização da margem para os rios. É preciso entender esta moldura paisagística e que as alterações da intervenção não sejam um ruído para essa preservação, para essa visão que se tem com o encantamento que nos é percebido sempre que visitamos o Encontro das Águas, o seu protagonismo”, comentou Karla.

Edificações vão reduzir degradação no Centro de Manaus

Para o Centro, o Largo e Mirante da Ilha atuarão como polo dinamizador e para reduzir os efeitos da degradação da área central que perdura há décadas.

“O Mirante e o Largo vão potencializar e ajudar a implantação de outras atividades que servirão de apoio ao projeto, como novos negócios, cafés, lanches, hostel, restaurantes e outros. Procuramos essa diversidade de usos”, destacou o diretor de Planejamento Urbano do Implurb, arquiteto e urbanista Pedro Paulo Cordeiro

Para o parque Encontro das Águas, a base para construção do memorial técnico partiu de uma nota técnica do próprio Iphan, pontuando itens definidos no projeto que leva assinatura do arquiteto Oscar Niemeyer, que foi contratado em 2006. “O projeto de Niemeyer não tem interferência na dimensão cênica e isso é pontuado como fundamental na nota técnica. O encontro dos rios é protagonista sempre”, pontuou ele.

Da Redação, com informações da assessoria

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