O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) embargou e multou em R$ 3,5 milhões a empresa de reciclagem Royal Max, instalada na avenida Acará, no Distrito Industrial. A fiscalização ambiental na empresa aconteceu na manhã desta sexta-feira (20)
De acordo com os fiscais, a Royal Max opera no mercado de reciclagem de resíduos sem uma licença ambiental válida, o que torna todas as ações e serviços prestados pela empresa ilegais. Inclusive envolve os contratadores dos serviços dela.
A empresa, além de ser submetida a um Termo de Embargo e Interdição, foi objeto de três autos de infração e uma notificação que totalizam o valor de R$ 3.500.000,00 em multas.
Para piorar, foi constatado durante a fiscalização que a Royal Max praticava a queima de resíduos a céu aberto, o que é crime ambiental e origem das denúncias anonimas que levaram a fiscalização a descobrir os problemas causados pela empresa.

Um dos fiscais do Ipaam ouvido pelo RealTime1 disse que há indícios de outros crimes praticados pela empresa, como falsificação de documentos para exportação de soja a partir do Amazonas, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, fraudes financeiras, bem como falsificação de documentos públicos para exportação do minério cassiterita.
Por conta dos embargos e as suspeitas sobre crimes comuns, o material apreendido agora está com os Ministérios Público Federal (MPF) e Estadual (MPE-AM), que deverão prosseguir com as investigações para apurar a suposta prática dos delitos.
Os representantes da empresa ainda não se manifestaram sobre as denúncias. Assim que o fizerem, este texto será atualizado.