terça-feira, 29 de setembro de 2026
OPERAÇÃO TAMOIOTATÁ

IPAAM aplicou R$142 milhões em multas por crimes ambientais

A ação aconteceu durante a operação Tamoiotatá, que fiscaliza e pune crimes ambientais no interior do Amazonas.
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agentes do ipaam emitindo multas por crimes ambientais durante operação tamoiotatá foto pelegrine neto

Entre março e outubro, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou um montante de R$142 milhões em multas por crimes ambientais cometidos por madeireiros e donos de terras.

A ação aconteceu durante a operação Tamoiotatá, que fiscaliza e pune crimes ambientais em municípios do interior do Amazonas, com enfoque na região sul do estado.

Os dados são do período de 19 de março a 12 de outubro deste ano.

Os municípios no sul do Amazonas, Apuí e Humaitá, são os que mais tiveram madeireiros e donos de terras multados por crimes ambientais, conforme os dados do IPAAM.

No total, o instituto registrou 240 autos de infração, realizou 435 embargos de terras que formam mais de 29 mil hectares.

De acordo com dados do IPAAM, foram registrados 56 termos de apreensões seja de madeira, caminhão e ferramentas utilizadas para crimes ambientais no Amazonas.

Os agentes do IPAAM fiscalizaram nos seis meses 468 polígonos de desmatamento, percorrendo assim 34 mil quilômetros.

Nos dados da operação Tamoiotatá, em agosto e setembro deste ano, agentes do IPAAM emitiram um total de R$8 milhões em multas por crimes ambientais, sendo Humaitá e Apuí os municípios que mais receberam sanções administrativas.

Canutama, Maués e Novo Aripuanã também foram alvos de fiscalização dos agentes ambientais estaduais.

Operação Tamoiotatá contra crimes ambientais

Inserida no Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas no Amazonas, conforme o decreto nº 42.369 de 5 de junho de 2020.

A Operação Tamoiotatá é responsável por firmar a ação integrada de proteção ambiental frente a ataques ao meio ambiente no sul do Estado, como queimadas e desmatamentos.

De acordo com fontes, a operação vai passar por uma reformulação no fim desse ano, uma vez que recebe recursos do Fundo Amazônia e o Banco Alemão que financia a maior parte da ação solicitou mais efetividade da operação no combate as queimadas e desmatamento, pedindo mais metas concretas dos órgãos públicos.

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