quarta-feira, 23 de setembro de 2026
BANDA DA BICA

Inteligência Artificial 'traz' Armando de volta para Manaus entrar na Bica

A Banda da Bica foi idealizada pelo imortal comerciante português Armando Soares, falecido no ano de 2012
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Banda da Bica
Banda da Bica foi idealizada pelo imortal comerciante português Armando Soeiro (Foto: Reprodução)


Os autores das marchinhas irreverentes da Banda Independente Confraria do Armando (Bica), que há mais de 30 anos é referência do Carnaval de Manaus, no Centro Histórico da cidade, jamais foram identificados. É um costume adquirido nos tempo da ditadura (1964-1985), quando cada milímetro quadrado da cidade tinha um espião para delatar quem não gostava de apanhar, ser preso, torturado ou desaparecer para sempre pelo crime de ousar pensar na palavra “democracia”, hoje muito apreciada com muitos paladares.

Por isso, também jamais se descobrirá quem manipulou esse “bicho papão” dos nossos dias, a Inteligência Artificial (IA, para os íntimos) para trazer Armando Soares “de volta” (ele morreu em 2012, aos 77 anos) para convidar a cidade que o acolheu desde que imigrou de Portugal, a entrar na Bica, neste Sábado Gordo (3/2), com a mesma ambiguidade que os biqueiros sempre deram à palavra bica, que na sua quietude de dicionário significa apenas “calha, cano ou similar por onde cai a água para poder ser facilmente colhida embaixo”, ou o acrônimo do extenso nome da banda.

Mas, como na Bica ninguém bebe água, pode-se pensar tudo o que seja a palavra depois da terceira (ou décima cerveja).

A Banda Independente Confraria do Armando foi fundada em 1986 e desde sua criação foi suspensa apenas três vezes: a primeira em 2012 (pela ausência definitiva do seu patrono), por conta da saúde de seu patrono, Armando Soares, e nos dois anos de pico da pandemia de Covid: 2021 e 2022. Ele e ela estão de volta. Armando disse, Dona Lurdes confirmou. Atrás da Bica vai até quem já morreu.

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