O INSS prevê uma economia de R$ 10,5 bilhões em 2025 com a realização de um pente-fino nos benefícios previdenciários.
A medida inclui uma revisão rigorosa de auxílios por incapacidade temporária e aposentadorias por invalidez, utilizando tecnologia avançada, como inteligência artificial, para identificar irregularidades.
A estimativa de economia se baseia em dois eixos principais: o uso do sistema Atestmed, que emprega inteligência artificial e deve gerar uma economia de R$ 7,3 bilhões, e a reavaliação de benefícios por incapacidade, com previsão de reduzir gastos em R$ 3,4 bilhões.
Apesar de o governo ter projetado um valor semelhante para o ano de 2024, o resultado final ficou entre 5 e 6 bilhões de reais, abaixo da meta inicial de R$ 10 bilhões.
Segundo Alessandro Stefanutto, presidente do INSS, essa diferença ocorreu devido à ausência de ferramentas mais avançadas, como a inteligência artificial, que estará plenamente operacional apenas em dois mil e vinte e cinco.
O pente-fino já mostra resultados concretos: entre os auxílios revisados, muitos segurados que não tinham mais condições para receber o benefício tiveram o auxílio cancelado.
Como o pente-fino será feito
A análise terá como foco principal documentos apresentados para a concessão de benefícios, incluindo atestados médicos.
A ferramenta Atestmed, criada em 2023, será uma das principais aliadas nesse processo, permitindo que os segurados solicitem benefícios sem a necessidade de perícia presencial.
Além disso, a inteligência artificial será utilizada para realizar uma análise detalhada dos atestados médicos, identificando possíveis padrões irregulares e comportamentos suspeitos, tanto por parte dos segurados quanto dos médicos.
Além da tecnologia, o INSS reforçou sua equipe com 150 servidores aprovados em concurso público, que atuarão no Movimento Operacional de Benefício, responsável pelo combate a fraudes.
A estratégia inclui a reavaliação de benefícios por incapacidade, com foco em auxílios de longa duração. Essa iniciativa já resultou no cancelamento de aproximadamente 55% dos casos analisados.
Todas essas ações têm como objetivo não apenas reduzir os custos, mas também garantir que os recursos sejam destinados exclusivamente a quem realmente tem direito.
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