O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vai doar, nesta segunda-feira (12), mais de 100 metros cúbicos de madeira ilegal apreendidas no Amazonas a Defesa Civil do Estado.
A ideia é a Defesa Civil do estado usar este lote de madeira ilegal em projetos de captação de água e melhoria do abastecimento de comunidades rurais da região metropolitana de Manaus e outros municípios do Amazonas.
As apreensões de madeira ilegal pelo órgão ambiental tem crescido nos últimos seis meses em função da retomada das fiscalizações, cujas operações foram reduzidas ao longo do governo de Jair Bolsonaro (PL).
Em maio, por exemplo, o instituto apreendeu 1.117 metros cúbicos de madeira ilegal em uma serraria localizada no distrito de Nova Califórnia, em Porto Velho (RO), em desdobramento da Operação Metaverso.
A madeira havia sido extraída em áreas de desmatamento ilegal no município amazonense de Lábrea, no Sul do Estado. Os agentes ambientais autuaram o estabelecimento em R$ 2.010.500,00 por funcionar sem licença do órgão ambiental competente.
A madeireira também foi multadaem R$ 502.627,05 por manter em depósito madeira sem origem legal. O maquinário usado no beneficiamento dos produtos florestais também foi apreendido.
Histórico de exploração ilegal de madeira
A região de Lábrea está entre as mais desmatadas do Brasil. Cerca de 85% de toda a madeira explorada no município é comercializada por empresas de Porto Velho (RO), principalmente nos distritos de Vista Alegre do Abunã, Extrema e Nova Califórnia, grande polo madeireiro da região.
Entre as espécies armazenadas na serraria, agentes do Ibama identificaram exemplares de castanheira (Bertholetia excelsa), árvore ameaçada de extinção que tem o corte proibido pela legislação ambiental.
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