O Estado do Amazonas notificou 132 hospitalizações de pessoas acometidas pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza no Amazonas, sendo 61 por Influenza A (não subtipado), 40 por Influenza A (H1N1), 19 por Influenza A (não subtipável), 1 por Influenza A (H3N2) e 11 por Influenza B, até o dia 13 de maio deste ano.
Os casos não subtipados e não subtipáveis representam amostras de pacientes em que não foi possível identificar o subtipo específico de vírus da influenza A.
A diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), Tatyana Amorim, ressalta que o cenário exige ações efetivas das Secretarias Municipais de Saúde para controle e monitoramento do vírus, além da adesão da população à vacinação.
“A influenza é uma infecção viral altamente contagiosa que pode levar a complicações graves. É preciso intensificar o monitoramento, além da vacinação, que é a principal medida de prevenção à doença”, destaca.
Os dados constam no Boletim Epidemiológico de Influenza no Amazonas, no site da FVS-RCP, disponível em .
Tatyana Amorim alerta que há a necessidade de a população aderir à campanha de vacinação contra a gripe, disponível nos postos de vacinação coordenados pelas Secretarias Municipais de Saúde.
O boletim é uma produção da FVS-RCP, vinculada à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM). O instrumento também recomenda a intensificação do monitoramento dos vírus da influenza que circulam no Estado.
A FVS-RCP reforça que, além da vacinação, é fundamental manter medidas de prevenção, como a higienização das mãos, uso de máscaras de proteção respiratória ao apresentar sintomas gripais, evitar contato próximo com pessoas doentes e cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar.
Vacinação
A campanha de vacinação contra influenza, realizada anualmente, tem como objetivo imunizar e reduzir a incidência da doença e seus impactos na saúde pública. A vacina é segura e eficaz, protegendo contra os principais tipos de vírus da gripe em circulação.
A população deve procurar os postos de vacinação das Secretarias Municipais de Saúde para verificar os locais e horários de vacinação disponíveis. É fundamental que todos participem da campanha e recebam a vacina.
Perfil
Das 132 hospitalizações, os jovens (com 20 anos ou menos) apresentaram 48% dos casos. A faixa etária referente a crianças de 1 a 4 anos apresentou o maior número de hospitalizações para o período, com 19% dos casos, seguida da faixa etária de menores de 1, com 15%.
Quanto aos sinais e sintomas mais frequentes, entre as hospitalizações, destacam-se: falta de ar (85%), tosse (81%) e febre (73%). Além disso, foi observado comprometimento respiratório evidenciado pelo raio X em 22%.
Ainda das 132 hospitalizações, 55% apresentaram fatores de risco associados. Entre os mais frequentes estão: diabetes (32%), hipertensão (29%) e cardiopatias (25%).
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