Um dia após confronto em Nova Olinda, que deixou dois policiais mortos e dois gravemente feridos, o Governo do Amazonas inaugura a Base Fluvial Arpão.
A embarcação vai ficar no rio Solimões, entre os municípios de Coari e Tefé, desencadeando uma série de operações policiais na região.
A solenidade teve a presença do coordenador-geral de Fronteiras da Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Eduardo Bettini, além de outras autoridades locais ligadas ao sistema de segurança estadual.
Um sistema de radiocomunicação também vai reforçar a atuação policial em sete municípios do interior.
Base Fluvial Arpão
Coordenada pelo secretário de Segurança Pública, coronel Louismar Bonates, a Base Arpão vai englobar efetivos da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Federal.
Além de agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), policiais federais, médicos, dentistas e enfermeiros. É um ponto de atuação do Programa Vigia, do Governo Federal.
“Além de desencadear nossas operações policiais, integradas com nossa área de inteligência, aumentaremos nossa capacidade de fiscalização de embarcações. Com isso, teremos um controle mais rigoroso da circulação nos rios, o que também vai inibir a prática de ilícitos”, enfatizou Bonates.
Em conjunto com a Base Fluvial Arpão, o Governo do Amazonas coloca as três lanchas blindadas adquiridas para as operações de interceptação de traficantes. As embarcações, inéditas para as polícias amazonenses, estão sendo empregadas em operações estratégicas desencadeadas a partir de levantamentos de inteligência.
De acordo com Wilson Lima, com a entrega da Base Arpão no Rio Solimões, o estado deu mais um passo para o combate ao narcotráfico. “A expectativa agora é colocar uma base no Rio Negro, assim fechamos efetivamente as entradas e saídas do Estado do Amazonas para o tráfico”, destacou o governador.
Na oportunidade, Wilson se solidarizou com às famílias dos policias mortos no confronto de Nova Olinda e afirmou que solicitou apurações sobre o caso. “Determinei a ida do comandante da PM ao local para apurar e dar uma resposta dura e efetiva à sociedade e às famílias enlutadas”, finalizou o governador.