segunda-feira, 28 de setembro de 2026
IANOMAMI

Governo federal autoriza R$ 1,62 bilhão na proteção de comunidades indígenas

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Vista aérea de uma reserva ianomâmi em Roraima (Foto: Leonardo Prado/Procuradoria-Geral da República)

Investimentos do governo federal de R$1,62 bilhão para a proteção das comunidades que vivem em território Ianomami já estão oficializados na lei federal 14.922/24, publicada nesta sexta-feira (12/07) no Diário Oficial da União (DOU).

Os recursos da lei são destinados a atividades emergenciais de assistência sanitária aos ianomami e demais povos da região em estado de emergência de saúde, como a retirada de garimpos ilegais da área indígena. O anexo da MP detalha os programas e ações em cada área beneficiada.

O governo justificou os créditos com base na conservação ambiental e no desenvolvimento socioeconômico sustentável da região. Foram contemplados os Ministérios da Defesa; da Justiça; do Meio Ambiente; do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; do Desenvolvimento e Assistência Social; da Pesca; dos Direitos Humanos; e dos Povos Indígenas.

A maior parte dos recursos, R$ 309,8 milhões, foi destinada ao Ministério da Defesa, para uso das Forças Armadas e do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) nas ações emergenciais.

No Ministério da Justiça, os recursos são direcionados principalmente à Força Nacional de Segurança Pública (R$ 29,9 milhões), com a contratação de servidores e o aprimoramento das ações de segurança; e ao Departamento de Polícia Rodoviária Federal (R$ 19,7 milhões), para operações de policiamento e enfrentamento da criminalidade e corrupção.

Já no Ministério do Meio Ambiente, foram beneficiados o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com R$ 64,9 milhões; e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com R$ 38,1 milhões. Os recursos serão destinados à fiscalização ambiental relacionada à proteção da vida, saúde e segurança em terras indígenas, bem como à gestão de unidades de conservação.

O crédito extraordinário contempla, ainda, investimentos no desenvolvimento agrário e na agricultura familiar, no combate à fome, na pesca e aquicultura   e nos direitos humanos que beneficiem os povos indígenas. 

A lei foi promulgada pelo presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco.

Com informações da Agência Senado

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