quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Governo dá 48 horas para big techs removerem conteúdo sobre cigarros eletrônicos

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Big techs terão que remover conteúdo sobre cigarros eletrônicos

O governo federal determinou que plataformas como YouTube, Facebook, Instagram e Mercado Livre removam conteúdos relacionados a cigarros eletrônicos — também chamados de DEFs (dispositivos eletrônicos para fumar) — em até 48 horas.

A ação foi conduzida pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e pelo Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Razões e embasamento legal

A medida é embasada na Resolução RDC nº 855/2024 da Anvisa, que proíbe a fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda de cigarros eletrônicos no Brasil.

Além disso, a Lei nº 9.294/1996 já impõe restrições à propaganda de produtos relacionados ao tabaco.

Segundo o secretário executivo do CNCP, Andrey Corrêa, restringir conteúdos apenas para maiores de 18 anos não basta: a idade declarada não legaliza um produto proibido ou permite sua propaganda.

As plataformas precisam remover, desmonetizar e impedir a recorrência desses conteúdos no Brasil, além de prestar contas sobre as providências tomadas.

O que as big techs precisam fazer

Além de remover os conteúdos irregulares em até 48 horas, as empresas notificadas devem apresentar um relatório de providências em até 10 dias úteis. O documento precisa detalhar:

Registro das remoções realizadas;
Bloqueios de contas envolvidas;
Métricas de moderação adotadas.

Novos mecanismos de controle para evitar reincidência.

Em caso de descumprimento, as empresas estarão sujeitas a medidas administrativas e encaminhamentos às autoridades competentes.

Essa não é a primeira medida desse tipo.

Em abril deste ano, a Senacon já havia notificado plataformas como YouTube, Instagram, TikTok, Enjoei e Mercado Livre a removerem conteúdos semelhantes em até 48 horas, reforçando os mecanismos de moderação e prevenção.

Além disso, operações como a Operação 404 e a notificação de mais de oito mil sites ilegais à Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) fazem parte do esforço contínuo do governo no combate à pirataria digital e ao comércio ilícito online.

Objetivos e consequências

O principal objetivo é proteger a saúde pública, reduzindo a exposição da população a produtos ilegais e potencialmente perigosos.

A persistência desses conteúdos pode colocar em risco principalmente os jovens, já que os cigarros eletrônicos ainda são alvo de estratégias de marketing irregular em diversas plataformas.

A ação também reforça que, mesmo quando declarados como restritos por idade, esses conteúdos permanecem proibidos e que o compromisso do governo é garantir o cumprimento da lei no ambiente digital.

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