Os novos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNDA-Contínua Educação), divulgados nesta sexta-feira (22/3), mostram que no Amazonas a quantidade de jovens, de 15 a 29 anos, que não trabalham e nem estudam chega a 273 mil pessoas.
A pesquisa também identificou que no Amazonas, ano passado, 144 mil pessoas (12,6%), na faixa etária de 15 a 29 anos, estavam ocupadas e frequentando escola, cursos pré-vestibular, técnico de nível médio, normal (magistério) ou qualificação profissional. Outras 396 mil (34,7%) estavam ocupadas, mas não frequentavam escola, nem cursos pré-vestibular, técnico de nível médio, normal (magistério) ou de qualificação profissional.
Foram identificadas também as pessoas não ocupadas, e frequentando escola, cursos pré-vestibular, técnico de nível médio, normal (magistério) ou de qualificação profissional. Elas totalizaram 330 mil pessoas (28,8%).
Já as pessoas não ocupadas e que não frequentavam escola, nem cursos pré-vestibular, técnico de nível médio, normal (magistério) ou de qualificação profissional, os chamados “nem-nem” somaram 273 mil pessoas (23,9%).
IBGE mostra queda do analfabetismo
A PNAD Contínua – Educação 2023 é feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também trouxe uma boa notícia, que confirma a regressão contínua das taxas de analfabetismo, que coloca o Amazonas numa posição intermediária entre os Estados brasileiros.
Em 2023, no Amazonas, a taxa de analfabetismo, para pessoas de 15 anos ou mais de idade, foi de 5,1%, o que representa um total de 156 mil pessoas. A taxa é menor que a média do país que foi de 5,4%. Mesmo com esse índice, o Estado ocupa a 12a posição entre as maiores taxas de analfabetismo do país.
Uma característica deste contingente de amazonenses é que a medida em que a idade aumenta, cresce também a taxa de analfabetismo. Entre as pessoas com 18 anos ou mais, a taxa em 2023 ficou em 5,4%. Já para àqueles com 40 anos ou mais, chegou a 10,2%.
Mas, a maior taxa de analfabetismo do Estado, concentra-se no grupo de pessoas com 60 anos ou mais (19,8%). O analfabetismo atinge mais os homens que as mulheres, com 5,2% e 4,9% respectivamente.
Leia mais: